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terça-feira, 12 de abril de 2011

PM de SP terá óculos especiais para achar criminosos



Em São Paulo

tweet

Não estranhe se encontrar policiais militares usando óculos futuristas com alto poder tecnológico nos próximos shows, encontros religiosos, festas abertas ou partidas de futebol em São Paulo. É com esse equipamento que o efetivo vai "filmar" o público presente e detectar se, no meio da multidão, estão criminosos, pessoas desaparecidas, procuradas ou torcedores envolvidos em brigas.

A reportagem acompanhou na sexta-feira uma visita de 30 oficiais da PM para uma aula de demonstração do uso desses óculos. O encontro ocorreu na zona norte, durante uma das fases do Curso de Policiamento em Eventos, desenvolvido todos os anos pela corporação com o objetivo de ampliar as ferramentas de prevenção ao crime.

Segundo o major Leandro Pavani Agostini, do 2.º Batalhão de Choque, trata-se de um sistema chamado biometria facial, em que uma câmera especial é instalada nos óculos, capta a imagem das pessoas e depois as encaminha em tempo real para um banco de dados da polícia. Em seguida, é possível saber se quem aparece na imagem tem algum tipo de problema com a Justiça. Caso isso ocorra, um pequeno quadrado vermelho aparecerá na lente da câmera e o PM poderá tomar as providências necessárias naquele momento.

"É algo discreto, porque você não interpela a pessoa, não pede documentos. O computador faz isso", explica. Segundo o major Agostini, atualmente o equipamento é oferecido por um representante de uma empresa de Israel. Lá, já funciona como um controlador de fronteiras. "E para nós será muito útil e ajudará a cidade como um todo, desde a entrada e saída em terminais (ônibus e aeroportos) até em um show", diz. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

Fonte: Tweet/uol/GBB/http://sargentoricardo.blogspot.com/

sábado, 26 de março de 2011

FARDA PESADA: PERSEGUIÇÃO POLICIAL TIRA FARDA DE TENENTE

PM perde cargo e é condenado a 16 anos de prisão por homicídio qualificado


O tenente da Polícia Militar do Estado de Mato Grosso em Rondonópolis, Dennis Marcelo Souza Coutinho, foi condenado a 16 anos de reclusão por homicídio qualificado praticado contra o adolescente Nilson Preto da Silva, em 2001. De acordo com a sentença, o réu também terá que ser desligado da corporação. O julgamento, que começou às 8h30 de ontem, terminou na madrugada desta sexta-feira (25/03).

De acordo com o promotor de Justiça que atuou no júri, Rodrigo Ribeiro Domingues, a denúncia do Ministério Público foi julgada procedente em sua totalidade. A sentença contemplou, inclusive, a qualificadora pelo fato do réu ter utilizado recurso que impossibilitou a defesa da vítima.

Segundo o representante do MPE, a defesa não apresentou em plenário a intenção de recorrer da decisão, mas ainda tem cinco dias para se manifestar. Como o ex-tenente já ficou preso por cinco anos, ele terá direito de iniciar o cumprimento da pena em regime semiaberto.

Conforme consta na denúncia do Ministério Público, a vítima foi atingida durante perseguição realizada pela PM por disparos efetuados por duas pistolas, uma marca Taurus calibre 40 e a outra calibre 38. Além do ex-tenente, a ação contou também com a participação do soldado Evandro Cesar Rodrigues, que já foi condenado a 14 anos e oito meses de prisão em 2004. A ocorrência foi acompanhada por uma equipe de televisão e teve grande repercussão no Estado.

FONTE: 24NEWS/http://sargentoricardo.blogspot.com/

terça-feira, 25 de janeiro de 2011

Coronel ALAGOAS: Dário César é nomeado secretário de Defesa Social



15h34, 24 de Janeiro de 2011
Danielle Silva
Alagoas24Horas

Coronel Dário César e Washington Luis acompanham pronunciamento do governador

O Governador Teotonio Vilela Filho (PSDB) convocou a imprensa na tarde desta segunda-feira, 24, para anunciar oficialmente o nome do novo secretário de Defesa Social do Estado. O atual comandante-geral da Polícia Militar de Alagoas, coronel Dário César, assume a pasta com a missão de reduzir os índices de violência no Estado, que é líder em número de homicídios.

O governador agradeceu aos secretários Paulo Rubim e Washington Luis pelo trabalho pacificador que realizaram no Estado e acredita que o coronel Dário César é o melhor nome para dar continuidade a esse trabalho.


“Quero agradecer pelo brilhante trabalho realizado por Rubim e Washington. Trabalho pacificador que ganhou o respeito dos alagoanos. Hoje Alagoas pode anunciar a redução dos índices de violência e esta curva de homicídios será aplacada com a continuidade desse trabalho. Chegaremos a uma redução ainda maior”, disse Vilela.


“Quase não foram registrados assaltos a bancos, sequestros e os crimes de mando não ficam mais impunes. Esses não existem mais no nosso Estado e isso se deve ao trabalho de Washington e Rubim à frente da Defesa Social”, comemorou o governador.


Para finalizar o pronunciamenrto, o governador convidou a imprensa para a cerimônia de transmissão de cargo e posse do coronel Dário César, na próxima quarta-feira, 26, às 10h, no Palácio República dos Palmares.


Somente na ocasião o governador, Washington Luis e Dário César poderão conceder entrevista coletica à imprensa.

Fonte: Alagoas 24h

quinta-feira, 20 de janeiro de 2011

Deputado federal paraibano quer o fim da P2 e punição para grupos de extermínio

" Sua excelência Deputado Luiz Couto, prova que não entende nada de Policia, tampouco de 2° Seção...é um absurdo afirmar que a 2° seção passa informações para marginais ( o efetivo da 2° Seção são escolhidos a dedo) logo-logo ele irá dizer que a Policia Civil também repassa informações aos bandidos, é um esquizofrênico.
A P2 hoje, em pernambuco, trabalha com dados estatisticos auxiliando os comandantes e exercendo suas funções para que foi criada, qualquer pessoa ,independente de ser policial, pode se passar por policial e cometer arbitrariedades, outro fato é comparar a 2° seção com matadores de aluguel, acho que vossa excelência está assistindo muito filme americano ou precisa de acompanhamento de um médico especialista.
Lembro a todos que se quiser acabar com a 2° seção desmilitarize as policias, pois só assim deixará de seguir regulamentos das Forças Armadas".





As informações que seguem abaixo são de autoria do jornalista Giovanni Meireles, do portal PBagora. Pelo conteúdo, nota-se que são de grande interesse para os profissionais da segurança pública.

***

Se depender somente do deputado federal reeleito Luiz Couto (PT, na foto ao lado), o governador Ricardo Coutinho (PSB), decretará mesmo o fim das operações do Serviço Secreto da Polícia Militar, conhecido na caserna como P-2 (2ª Seção).

Governador assumirá P-2

Luiz Couto me disse nesta terça-feira, que as funções de inteligência militar devem ficar restritas à comunidade de informações montadas apenas em três setores estratégicos do governo estadual:

1) Gabinete do secretário de Segurança Pública e Defesa Social;

2) Gabinete Civil do Governador do Estado;

3) Gabinete do comandante-geral da PM, sediado no Quartel General da corporação.

Extinção nos Estados vizinhos

Para o parlamentar, Ricardo deve extinguir imediatamente os setores de inteligência instalados em todos os batalhões e demais frações de tropa da Polícia Militar (Choque, Canil, Gate, Rotam, BP-Tran, Florestal, 1ª, 2ª, 3ª, 4ª Cia, etc), assim como foi feito pelos seus colegas governadores dos Estados vizinhos do Ceará, Pernambuco e Bahia, todos aqui na região Nordeste, com absoluto grau de sucesso.

Informando aos próprios bandidos

O deputado acha que as informações colhidas pelos policiais que trabalham na P-2 acabam indo parar nas mãos dos traficantes de drogas, por descuido e displicência no manuseio das mesmas ou simplesmente por colaboração criminosa, em troca de propina e extorsão, por parte da chamada “Banda Podre” da PM, ligada também aos Grupos de Extermínio.

Prendendo a “Gang Fardada”

Em relação à denúncia de existência de gangs fardadas compostas por matadores de aluguel, que atuam de forma clandestina dentro dos quartéis executando pessoas a mando do crime organizado e do narcotráfico, Luiz Couto revelou que ele já pediu ao governador Ricardo Coutinho a reabertura do inquérito que apura o envolvimento de 17 policiais nesses assassinatos ocorridos aqui na Paraíba, a partir do ano 2000.

Ex-comandante deu contra-ordem

Segundo o deputado, houve uma determinação dissimulada para que a Corregedoria Geral da Polícia Civil e o próprio Comando Geral da PM dessem marcha-a-ré, para travar a tramitação do processo no âmbito judicial e também no tocante às sindicâncias administrativas internas, no governo passado.

Investigando a morte de “Ninão”

Ele também revelou que vai solicitar formalmente ao secretário de Segurança Pública, delegado da Polícia federal Claudio Lima, que investigue as circunstâncias em que foi morto o presidiário do regime semi-aberto Edmilson Paredes, mais conhecido pelo apelido de “Ninão”.

Pistolagem e crimes de encomenda

Ex-comerciante, ele era acusado de ser um dos mandantes do assassinato do ex-prefeito municipal de Santa Luzia, Itó Morais, executado durante uma emboscada armada na porteira de uma chácara pelo pistoleiro Everaldo Domingo (“Galego”), no dia 26 de maio de 2002, quando a vítima chegava para dormir, acompanhado pelo seu motorista (também assassinado na ocasião).

Fábrica de propina nas penitenciárias

Luiz Couto me disse que essas investigações podem ajudar a comprovar a existência de uma “indústria da propina” instalada dentro do Sistema Penitenciário, a partir da compra e venda de “licenças especiais” para que apenados possam deixar as casas de detenção sem serem notadas as suas ausências na cadeia, criando um álibi perfeito para quem quiser cometer crimes fora da prisão e depois retornar às suas celas como se nada tivesse acontecido.

Lista atualizada dos matadores de aluguel

O deputado petista disse que está recolhendo novos depoimentos de pessoas envolvidas com os Grupos de Extermínio, para poder atualizar sua relação de policiais militares (de soldados a coronéis), investigadores civis, delegados de carreira, agentes penitenciários, ex-detentos, presidiários e matadores de aluguel envolvidos com crimes de pistolagem, na Paraíba.

Ricardo vai ao ministro da Justiça

Esta lista atualizada será entregue pelo próprio governador Ricardo Coutinho ao Ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo, junto com o Diretor-Geral da Polícia Federal, Leandro Coimbra, durante uma audiência que Luiz Couto está marcando para os próximos dias, em Brasília-DF.

PF contra explosões nos bancos

Quando houver essa reunião de trabalho, também será pedida ajuda do Governo Federal para combater os constantes ataques a caixas eletrônicos e agências bancárias, feitos com uso de bananas de dinamite e outros tipos de explosivos de grande poder destrutivo, sobretudo nas pequenas cidades do interior paraibano.

Fonte: Paraiba em QAP

GUERRA E CIUMEIRA ENTRE AS POLICIAS:Polícia Civil acusa PM de fazer investigações sem autorização

" o caminho para isso é a integração, venham aprender com Pernambuco"

Relatório elaborado pela corregedoria da Polícia Civil descreve casos em que policiais militares atuaram como se fossem investigadores. PM garante que a lei permite a atuação na inteligência.

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Corregedoria da Polícia Civil diz que recebeu denúncias de delegados, sindicatos e da sociedade. Em um relatório, de junho do ano passado, são descritos vários casos em que policiais militares atuaram como se fossem investigadores. Em um dos casos, três policiais militares à paisana teriam se passado por delegado e agentes da Policia Civil. De acordo com o documento, eles mantiveram três pessoas presas em um cubículo de uma viatura durante oito horas. Só depois entregaram os três detidos a policiais uniformizados. A Corregedoria concluiu que a PM teria 2,5 mil policiais atuando no serviço de inteligência, conhecido como P2. Eles estariam realizando trabalho velado e invadindo área de atuação da Polícia Civil. A corregedoria diz que, pelo regulamento interno, a PM deve fazer policiamento ostensivo e fardado. O comando da PM alega que precisa ter policiais disfarçados trabalhando na inteligência, mas nega que tenha 2,5 mil agentes atuando em investigações. A PM, entretanto, também não dá o número exato por questão de estratégia e segurança. A Polícia Militar garante que a lei permite a atuação da chamada P2. “O policial velado atua colaborando colhendo informações para repassar ao policiamento ostensivo, com o objetivo de tornar a atuação da polícia militar mais eficaz”, afirma o chefe da comunicação social da PM, major Nélson Barbosa. Flávia Marsola / Ary Filgueira / Lúcio Alves Fonte: dftv.globo.com

GPS AJUDA POLICIA A LOCALIZAR EQUIPAMENTOS ROUBADOS

Um executivo teve o telefone e um computador de mão roubados, ambos com GPS. O sistema de localização via satélite levou a polícia à casa dos ladrões.
A tecnologia de localização via satélite veio junto quando o executivo Anderson Salmazo comprou o celular e o notebook. “Na realidade, incluí esses serviços com medo de um sequestro, para que eu possa monitorar filhos quando estão em festas, esse tipo de coisa. Jamais poderia imaginar que ele fosse servir para isso”, conta o executivo. O serviço acabou sendo útil de outra maneira. Ele teve a pasta de documentos roubada de dentro do porta-malas do carro quando fazia compras num supermercado. Avisou a polícia e contou também que era capaz de rastrear o computador que estava dentro da pasta levada pelos ladrões. Com a ajuda de Anderson na leitura dos dados via GPS dentro do carro da polícia, eles chegaram a um condomínio de casas entre o Park Way e Arniqueiras. E, mais uma vez, a tecnologia ajudou. “A imagem de satélite mostra tudo: o teto, o terreno, um carro que tinha lá”, indica Anderson Salmazo. Na casa, foram encontrados dois carros roubados, um deles foi usado na fuga de dois suspeitos e foi abandonado depois de bater num poste. Na casa, havia toca CDs, máquina fotográfica, pneu e a pasta de Anderson. Uma mulher está presa por receptação de produto de crime e, de acordo com o delegado, ela confirmou a participação do marido, um dos que fugiram. “A gente está na busca deles e eles já respondem pelo crime de receptação”, afirma a autoridade policial. A dor de cabeça de achar que ficaria sem documentos importantes da empresa onde trabalha durou menos de duas horas e terminou como uma aventura. “Servi como um navegador. Me senti num rali. Inclusive, as ruas por onde nós andamos, realmente, pareciam coisa de trilha de carros. Depois que passa, é interessante”, fala Anderson. Renata Costa / Edvaldo Lachu FONTE: dftv.globo.com

quarta-feira, 19 de janeiro de 2011

MICRO VEICULO AÉREO ( M.V.A)

Imagine um veículo aéreo do tamanho de uma mosca, que monitore as áreas em que sobrevoa – inclusive à noite. Imagine ainda que tal equipamento possa atingir alvos, banstando que para isso seu controlador humano, numa central de monitoramento remota, decida explodir o chamado “Micro Veículo Aéreo”. Parece ficção, mas é o que está sendo desenvolvido pelas forças armadas norte americanas. Imaginem o M.A.V. sendo utilizado na complexa geografia onde se situam os pontos de venda de drogas e armas no Brasil… Clique na imagem e veja como funciona o equipamento. Fonte: http://abordagempolicial.com/2011/01/micro-veiculo-aereo-mav/

domingo, 16 de janeiro de 2011

FALTOU O AGRADECIMENTO QUANTO AO MONITORAMENTOS DE PRESOS FINAIS DE SEMANAS: PENSE NUMA TAREFA CHATA!!!

RELEMBRANDO-FUNÇÂO DO Agente Penitenciário: Vigiar os detentos e reclusos, observando e fiscalizando o seu comportamento para prevenir quaisquer alterações da ordem interna e impedir eventuais fugas. Efetuar rondas periódicas de acordo com as escalas preestabelecidas. Conduzir e escoltar detentos e reclusos quando encaminhados à Justiça, Instituto Médico Legal, Hospitais, Delegacias e outros estabelecimentos. Proceder à contagem dos Internos em suas celas. Executar outras tarefas correlatas.

E As Polícias Militares são os órgãos do sistema de segurança pública aos quais competem as atividades de polícia ostensiva e preservação da ordem pública.

2.0.0. TRANSCRIÇÃO DE DOCUMENTO

Este Comando Geral recebeu o seguinte documento:
“Secretaria Executiva de Ressocialização – SERES. Senhor Comandante,
considerando que sem a prestimosa colaboração dessa Corporação, as atividades de guarda das Unidades Prisionais e do atendimento das solicitações do Poder Judiciário não seriam efetivamente concretizadas, sirvo-me do presente, após mais um ano de luta e trabalho, para externar a V. Exa. meus sinceros agradecimentos pelo apoio policial militar quanto à segurança externa das Unidades Prisionais e, principalmente, às apresentações de presos às audiências judiciais. Assim sendo, na certeza de em outras oportunidades, poder contar com a presteza de V. Exa.,aproveito o ensejo para desejar um Ano Novo de Paz e Prosperidade.
Atenciosamente, Isaac Wanderley Viana - Superintendente de Segurança Penitenciária.

(Transcrito do Ofício nº 704/SSPen, de 30 DEZ 10). (Nota nº 001/2010/CG).

FONTE: BOLETIM GERAL Nº A 1.0.00.0 010 de 14 DE JANEIRO DE 2011.
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Veículo utilizado no assalto ao carro-forte era adptado para o combate



Quando o a aeronave do CIOPAER localizou o GOL (1.6, ano 2008, de placa JYB 0132 de Cuiabá no Mato Grosso do Sul) na CE-362 entre os municípios de Uruoca e Martinópole ( em uma localidade chamada Catuvelo, Km 11) teve-se uma verdadeira conclusão de que os bandidos que assaltaram o carro forte da CORPVS pertencem realmente a uma quadrilha profissional e especializada em assaltos a carros fortes.




O calibre das municões usadas pelos bandidos são as mesmas que os bandidos do Rio de Janeiro usam. Nas fotos dar pra ver munições de calibre 7,65; 5,56; calibre 12. Mais o que mais chamou a atenção até mesmo os militares mais experientes foi o uso das munições de calibre .50 (ponto 50), usada no combate a tanques de guerra e para abater helicópteros.




Outro fato que chama a atenção é que a parte traseira do GOL (em sua parte interna) está adaptada para o combate (veja nas fotos) com uma proteção de madeira com espessura de mais ou menos 4 a 5 cm. Dar para observar que eles deixaram somente os espaços para colocar o cano dos fuzis e visualizar o oponente. Realmente trata-se de uma quadrilha profissional.



Apartir do momento que o CIOPAER localizou o veículo, o Comandante da 3ªCIA designou o policiamento de Uruoca para ir até o local e fazer o isolamento até a chegada da perícia. Com a realização da perícia, o veículo foi conduzido ao destacamento policial de Uruoca, onde posteriormente vai ser levado ao pátio da 3ª CIA em Camocim.
PS: Postagem feita direto do Distrito de Adrianópolis, com os serviços de internet da WebDados.
Fonte: Camocim Polícia 24hs/Ceara em rede

SINPOL PROTESTA PUBLICAÇÃO DE PORTARIA DA SDS

O Sindicato dos Policiais Civis do Estado de Pernambuco, na tarde de ontem, encaminhou Ofício ao Secretário de Administração, Ricardo Dantas, demonstrando sua surpresa e indignação quanto a publicação em Diário Oficial do dia 13, da Portaria de nº 62, que cria grupo de trabalho com o objetivo de apresentar relatório circunstanciado e com cenários de repercussão financeira, referente ao pleito exclusivo dos Delegados de Polícia. A decisão do Secretário de Defesa Social, distorce da política salarial adotada pelo Estado e causa constrangimento nas demais classes da Polícia Civil, quando sua decisão procura tratar a questão dessa classe com exclusividade em detrimento das demais. Além do mais, está decisão terá seus reflexos políticos na Mesa Geral de Negociação.

O Sinpol, mo mesmo ofício encaminhado ao Secretário de Administração, solicita o agendamento de uma reunião com a brevidade possível, para tratar do assunto.

Fonte: Sinpol-pe

Policial federal BÊBADO em acidente desrespeita PM

quarta-feira, 12 de janeiro de 2011

PASSAGENS DE COMANDOS NA CORPORAÇÃO DEIP, DAL e DGP passam a ter novos comandantes


PASSAGENS DE COMANDOS NA CORPORAÇÃO
DEIP, DAL e DGP passam a ter novos comandantes
SOLENIDADE aconteceu no Estado Maior da Corporação

O Chefe do Estado Maior, coronel Carlos Feitosa, empossou na manhã desta quarta-feira (12) os novos comandantes das Diretorias de Ensino Instrução e Pesquisa (DEIP), de Apoio Logístico (DAL) e de Gestão de Pessoas (DGP).

A solenidade aconteceu na sala do Estado Maior, onde assumiram os cargos o coronel Heitor de Souza Luna – DEIP, o tenente-coronel Marcos Luís Campelo Lira – DGP, e o também tenente-coronel Antônio Flávio Tavares Lira – DAL.
Fonte: PMPE

segunda-feira, 10 de janeiro de 2011

Governo proíbe polícia de atirar em pessoas em fuga e carro que fura blitze

O QUE ANDA CIRCULANDO POR AÍ!!!


Última Instância/cb

Uma nova norma criada pelo Governo Federal promete alterar a forma de atuação das forças de segurança pública no país, restringindo o uso de armas de fogo por agentes policiais. A Portaria Interministerial 4.226, editada pelo Ministério da Justiça e pela Secretaria Especial de Direitos Humanos, proíbe policiais de atirar em pessoas em fuga, estejam armadas ou não.

O uso da força letal pela polícia só será considerado legal em casos de legítima defesa ou por real ameaça de lesão ou morte de terceiros. Não poderão ser feitos disparos, por exemplo, contra carros que furarem blitzes policiais. Leia aqui a íntegra da portaria, que será obrigatória para os órgãos federais de segurança —como a Polícia Federal, a Polícia Rodoviária Federal e a Força Nacional de Segurança Pública— e terá a adesão voluntária de estados e municípios

Pela nova regulamentação, também estão proibidos os chamados “tiros de advertência”, quando o agente dispara para o alto a fim de controlar situações de conflito. O objetivo da Portaria, segundo o Ministério da Justiça, é reduzir gradativamente os índices de letalidade nas ações envolvendo agentes de segurança.

Outra novidade da norma é que os policiais não poderão mais apontar armas contra pessoas durante abordagens nas ruas de forma “rotineira e indiscriminada”. Os agentes policiais deverão portar pelo menos dois outros instrumentos de menor poder ofensivo como alternativa ao uso da arma de fogo.

A portaria ainda prevê que os processos de seleção para ingresso nas forças de segurança pública terão de observar se os candidatos possuem o “perfil psicológico necessário para lidar com situações de estresse e uso da força e arma de fogo”. Os cursos de treinamento também deverão incluir conteúdos relativos à proteção dos direitos humanos.

O texto dá prazo de 60 dias para a Polícia Federal, a Polícia Rodoviária Federal, o Departamento Penitenciário Nacional e a Força Nacional de Segurança Pública baixem normas internas disciplinando o uso de armas de fogo. Eles terão mais 90 dias para alterar seus procedimentos operacionais e o processo de formação e treinamento.

Fonte: Midia Max

Quatro mil policiais de Goiás ameaçam entrar em greve a partir de hoje

Mariana Laboissière
Publicação: 10/01/2011 07:52 Atualização: 10/01/2011 07:54
Cerca de 4 mil policiais civis de Goiás podem cruzar os braços a partir de hoje. O motivo é o atraso no pagamento do salário de dezembro. Atividades como investigação de inquéritos policiais, registro de ocorrências, produção de autos de prisão e serviços cartoriais poderão ficar praticamente paralisadas. Na rota dos prejudicados, estão 18 municípios que fazem parte do Entorno do Distrito Federal, entre eles Abadiânia, Alexânia, Cristalina, Formosa, Luziânia, Padre Bernardo e Santo Antônio do Descoberto.

O estado tem até hoje para efetuar o pagamento do último mês trabalhado em 2010, caso contrário o Sindicato dos Policiais Civis do Estado de Goiás (Sinpol-GO) proporá indicativo de greve para ser votado. Uma assembleia geral extraordinária foi convocada para as 9h desta segunda-feira, em frente à Secretaria de Segurança Pública de Goiânia, para tratar do assunto.

“A possibilidade de greve é real. Para alguns órgãos do governo, os salários de dezembro caíram entre os dias 20 a 24, mas para a Polícia Civil e outros 14 segmentos, esse dinheiro não chegou”, explica o presidente do Sinpol-GO, Silveira Alves de Moura. “A sociedade será bastante prejudicada caso isso aconteça. O governo alega não ter condições para fazer o repasse, mas o engraçado é que vai gastar R$ 500 mil em uma chamada extraordinária da Assembleia Legislativa, ou seja, vão gastar uma fortuna para um dia de trabalho dos deputados.”

Reunião
O presidente do Sinpol-GO informa ainda que a entidade nunca deixou de preservar a lei. Isso significa que, apesar de 100% da categoria se envolver na greve, 30% dos serviços estarão sendo cumpridos — caso seja realmente decretada a paralisação. Em 2009, a categoria cruzou os braços por três vezes, ficando, ao todo, 100 dias sem trabalhar. No ano passado, houve apenas uma greve, com duração de 26 dias. Nesses casos, alguns dos motivos foram falta de estrutura, falta de efetivo e baixa remuneração.

Na manhã de ontem, os 15 segmentos penalizados com o atraso de salários realizaram uma reunião com representantes do Ministério Público do Estado de Goiás. Na ocasião, ficou acordado que o órgão irá propor uma ação de bloqueio da receita estadual para que os salários sejam efetivamente pagos.

O Sinpol-GO sugeriu ainda que, caso não haja cumprimento da decisão judicial, o MP represente pela prisão civil do responsável pelo descumprimento. A parte da folha de pagamento do estado que ficou em aberto, referente ao mês de dezembro, soma aproximadamente R$ 340 milhões. O montante abrange cerca de 75 mil servidores goianos, entre funcionários das áreas de Saude, Transporte e Segurança. E, segundo o governo de Goiás, não há previsão para o pagamento dos salários.
FONTE: BLOG DA RENATA

DELEGADOS DEFENDEM SEUS POLICIAIS:NOTA DE REPÚDIO AO AFASTAMENTO DOS POLICIAIS CIVIS

NOTA DE REPÚDIO AO AFASTAMENTO DOS POLICIAIS CIVIS

A Associação dos Delegados de Polícia do Estado de Pernambuco – ADEPPE, o Sindicato dos Policiais Civis de Pernambuco – SINPOL, a Associação dos Comissários de Polícia Civil – ACOMP/PE, a União dos Escrivães de Polícia de Pernambuco – UNEPPE, a Associação de Polícia Científica do Estado de Pernambuco – APOC/PE e a Associação dos Peritos Papiloscopistas – ASPPAPE, vêm perante a sociedade pernambucana, de maneira veemente, expor as seguintes considerações:

I - Considerando que no último dia 05 (cinco) de janeiro durante Operação Policial foram alvejados dois policiais federais, resultando no falecimento do agente federal Jorge Washington Cavalcanti de Albuquerque;

II - Considerando que os policiais civis que participaram da operação, estavam no estrito cumprimento do dever legal de repressão ao tráfico de entorpecentes;

IV - Considerando que o Estado de Pernambuco vem, nos últimos anos, batendo recordes de apreensões de drogas através dos policiais civis do DENARC - Departamento de Repressão ao Narcotráfico, devido a excelência, eficácia e eficiência no planejamento e execução de suas atividades;

V - Considerando que por determinação da Secretaria de Defesa Social – SDS - foram afastados um Delegado e quatro Agentes da Polícia Civil que participaram da referida operação.
VI - Considerando que tal afastamento apresenta aspectos de precipitação e pré-julgamento, antes do término das investigações;

VII - Considerando que tais medidas causam para toda Classe dos Policiais Civis, insatisfação e reflexão quanto a postura da Secretaria de Defesa Social no trato com seus agentes representantes:
Vem a público as Entidades subscritas, externar a presente NOTA DE REPÚDIO contra a precipitada decisão de afastar os policiais civis, prejulgando-os, bem como a forma de condução nas apurações do caso fatídico;

Finalmente, as signatárias externam SOLIDARIEDADE aos policiais envolvidos na operação, bem como à família do policial falecido.

Recife - PE, 07 de janeiro de 2011


Fonte: http://www.adeppe.com.br/?p=1061

domingo, 9 de janeiro de 2011

POLICIA, COMO AGIR: O QUE PENSA OS POLICIAIS PORTUGUESES!

O texto que transcrevo é um grito de revolta que me chegou de dentro de uma classe profissional que está disciplinarmente impedida de se manifestar e fazer greve "POLÍCIA, COMO AGIR .

Queremos que nos digam o que esperam que façamos. Queremos que nos digam como querem que seja executada a nossa acção. Até agora corremos por nossa conta e risco. Sacrificamos a vida pessoal e familiar, sacrificamos o nosso orçamento familiar para adquirir meios que não nos facultam e agimos de acordo com a nossa avaliação dos factos com o único objectivo de manter a Ordem Pública, a Autoridade do Estado. Quando as coisas correm mal descobrimos que não era exactamente o que a sociedade pretendia e somos punidos. E se não agimos somos acusados de complacência.

Em princípio, o POLICIA está investido de Autoridade do Estado, mas em quê que se traduz essa autoridade? Como pode fazer valê-la? Como se pode mantê-la inviolável? Fisicamente, qualquer POLICIA pode ser vencido por qualquer cidadão. Ainda não há “Super-Homens”, mas os POLICIAS também não podem usar a violência física, apenas podem defender-se da violência contra si. Alguém acredita que basta uma ordem verbal para fazer sanar um crime, por menor que ele seja? Sendo desrespeitada a ordem verbal, qual o patamar seguinte? Ignorar o crime ou manter a Autoridade Pública? A que custo?

Reportemo-nos ao caso do militar da GNR condenado a 14 anos de prisão por ter disparado contra um jovem de 17 anos que lhe havia roubado um fio de ouro, causando-lhe a morte. Face à evolução da sociedade, face à queda de valores e da ordem social, este caso merece a nossa reflexão, merece por isso uma análise profunda. Aqui apenas serão lançados os dados. O POLICIA em causa foi punido, assim o ditou a justiça. Então ficamos a saber que aquela actuação foi severamente condenada, foi considerada totalmente inaceitável. No entanto alguém deveria dizer como ele deveria ter agido para amanhã os outros POLICIAS saberem como actuar, e o cenário que se põe é o seguinte:

O POLICIA, identifica-se e oferece resistência. Se os assaltantes prosseguirem com o roubo, o POLICIA, fisicamente em desvantagem, permite que lhe levem o fio. Posteriormente, pede apoio policial para tentar identificá-los, com ou sem sucesso dada a enorme multidão e enorme área urbana. Não se livra da vergonha pessoal, social e profissional de sendo POLICIA, ter-se deixado roubar. No dia seguinte esse mesmo POLICIA, já fardado exerce a sua actividade na zona e passa a ser vítima de chacota social. Como pode proteger um cidadão se ele próprio tinha sido assaltado? Mesmo que fosse possível identificar os indivíduos, o POLICIA não os levaria a justiça, por uma série de razões; A Justiça é excessivamente cara, perante o seu rendimento, e não teria apoio institucional; A Justiça é lenta e seria ineficaz pois a sua Autoridade como policia já estava ferida. Restar-lhe-ia conformar-se e eventualmente mudar de zona. Como se sentiriam os assaltantes se o POLICIA tivesse sido assaltado sem consequências? Confiantes para tentar um patamar mais acima? Qual? Qualquer um! Agora, digam-nos como reagiremos se, estando sozinhos, virmos um cidadão a ser roubado ou agredido por alguém fisicamente superior a nós? Deixamo-lo agir e chamamos reforços para tentar identificá-lo a posteriori? É que só dizer que se está investido da Autoridade do Estado não chega para fazer cessar a agressão. O que poderá o agressor temer quando vê um POLICIA? Nada! Mas a estas questões há duas versões:

Se quem responde for a vitima, todos os meios são aceitáveis, caso seja pai, familiar do criminoso, todos os meios são excessivos.

No meio destas análises está o POLICIA que tem de tomar uma decisão sozinho! Mas o que acontece ao POLICIA se “não viu” o cidadão a ser vítima de um crime? Nada. O que acontece se reagir e essa reacção foi desproporcionada? Severamente condenado! Então em que ficamos? Que querem de nós que ainda não somos Super-Homens? Quem rouba um fio a um POLICIA também pode roubar a arma. Não?! Então, se amanhã um grupo de delinquentes abordar um POLICIA e lhe exigir a arma, como deve reagir? Fisicamente inferiorizado, usa a arma para manter na sua posse (na posse do Estado) ou entrega-a para não por em risco a vida dos delinquentes? Como agirá? Se o POLICIA usar e atingir alguém, tem destino certo na cadeia, se a entregar ainda que resista sem pôr a sua vida em perigo, pode ser expulso pela Instituição. Mas a arma roubada pode ser usada contra cidadãos comuns, qualquer um! De quem será a responsabilidade? Vejamos ainda o seguinte:

Há doentes que entram com próprio pé num hospital e saem no estado vegetativo e outros já nem saem de lá vivos: Erro médico mas ninguém vai para a cadeia; Há juízes que condenam inocentes e outros que libertam criminosos que voltam a cometer crimes, muitos deles violentos, e nenhum vai para a cadeia porque não se pode beliscar a Autoridade do Estado. É que caso acontece os Senhores Juízes passariam estar condicionados no momento de decidir. É exactamente o que acontece com os POLICIAS, estão extremamente condicionados no momento de decidir porque o risco da cadeia é real e não há desculpabilização para um erro policial, ainda que seja sobre delinquentes, ainda que seja para repelir um crime! Precisamos que nos digam como deveremos agir! Não podemos manter a Autoridade do Estado por nossa conta e risco! Alguém tem que assumir essa responsabilidade: Agimos até que ponto ou simplesmente não agimos? É preciso ter presente que a voz da POLICIA apenas é respeitada pelas pessoas de bem, mas com essas pessoas não resultam problemas, queremos saber como agir perante aqueles que não obedecem e até desafiam a Autoridade do Estado? Alguém dirá, levem-nos à justiça! Mas é exactamente isso que queremos que alguém diga, como levamos alguém à justiça contra a sua vontade quando resiste e é fisicamente forte? Como fazemos cessar uma agressão contra nós ou contra um cidadão, se fisicamente estivermos em desvantagem? Deixamos agredir e identificamo-los depois? Deixamos de ser POLICIAS e passamos a ser identificadores de criminosos? No passado, um delinquente era severamente punido pela moral social e isso, em muitos casos, era suficiente. Hoje tal não acontece. Para uma melhor qualidade da actuação policial, exige-se que os cidadãos digam o que esperam de nós, como querem que o POLICIA mantenha a Autoridade do Estado, ainda que seja contra si, mas para o bem comum. O risco é cada vez maior e tal verifica-se no aumento da insegurança. O ridículo já aconteceu:

Um cidadão fugiu para uma esquadra/Posto para se proteger e foi agredido lá dentro por quem o perseguia. Alguém perguntou como é possível tal acontecer?

Acontece porque o POLICIA não pode fazer nada. Essa é a realidade que ninguém quer ver! Amanhã, quando casos ridículos se banalizarem, poderá ser tarde demais! Daqui a tomarem de assalto a esquadra/Posto… pouco falta! Até por brincadeira, mas é possível. Vale a pena pensar nisto!"

FONTE:DIARIO DE UM PATRULHEIRO(PORTUGUAL)

Los Angeles e Chicago empreenderam profundas reformulações; Pernambuco também

O PACTO PELA VIDA CRIADA PELO GOVERNO EDUARDO CAMPOS. O pacto pela vida É TÃO BOM E NÃO DEIXA NADA A DESEJAR EM TERMOS DE FILOSOFIA E ESTUDOS PRÁTICOS COM NOSSAS REALIDADES, O QUE O TORNA UM GÊNIO E PROVAVEL CANDIDATO A PRESIDÊNCIA, GRAÇAS A SUA COMPETÊNCIA DEMONSTRADA, isto vem o tornando gradualmente um mito no Nordeste.
MAIS EM TERMOS DE INCENTIVOS...COMO DIZIA William Bratton EM 2002, mais em termos de incentivos financeiros, os governos deixa muito a desejar, as suas policias tanto Militares como Civis, vejo também uma sobrecarga de Serviços em Batalhões e DP para atingir as Metas.




CIDADE VIGIADA
Dois helicópteros no ar e tecnologia de ponta nas ruas, Los Angeles superou os tempos ruins
para figurar entre as cidades que mais reduziram o crime nos Estados Unidos


Passava das 3 horas da tarde na Califórnia quando o rádio do carro do sargento Robert Bishop, do Departamento de Polícia de Los Angeles (LAPD), emitiu o alerta. Um crime acabara de ocorrer em EcoPark, uma belíssima e extensa área de lazer na região noroeste da cidade. Bishop, da unidade de prevenção a crimes de gangues, partiu para o local para se juntar a outros 25 policiais. Era possível contar catorze carros na entrada do lugar e um helicóptero sobrevoando. O crime? O assassinato de um membro de gangue urbana. Tamanha mobilização em torno de um único bandido abatido por rivais é inimaginável no Brasil. A cena, presenciada por VEJA, indica a absoluta prioridade do Departamento de Polícia de Los Angeles no combate a homicídios e crimes de gangues. É também o reflexo das profundas transformações pelas quais a instituição passou na última década.

Polícias do mundo inteiro já se viram diante da necessidade de adotar novos métodos de ação. Eles envelhecem à medida que a sociedade se modifica e o crime se adapta. O problema é que não há uma fórmula única. Conhecer cada uma delas ajuda a construir o caminho. O Departamento de Polícia de Los Angeles é o exemplo do momento no que diz respeito a reformas em segurança pública. A mais famosa força policial americana, retratada em filmes como Chinatown e Los Angeles – Cidade Proibida, criadora da Swat (unidade de elite que virou referência mundial), acaba de se livrar de uma longa intervenção federal, que se estendeu por nove anos, desde 2000. Dois episódios foram decisivos: o espancamento do taxista negro Rodney King por policiais brancos, em março de 1991, reproduzido pelas televisões do mundo inteiro, e um escândalo de corrupção e abuso da força, em 1999. A prisão de policiais por envolvimento com roubo de cocaína, tráfico e assassinato serviu de base ao filme Dia de Treinamento, estrelado por Denzel Washington, o policial que não dava um passo sem infringir metade do Código Penal.Os dois casos colocaram o LAPD sob vigilância do governo federal. Quando se constatou que a força policial da segunda maior cidade americana estava apodrecida, duas providências foram tomadas. A primeira, pelo Departamento de Justiça dos Estados Unidos, foi uma intervenção, na forma de um acordo voluntário de cumprimento de metas. A segunda foi a contratação de William Bratton, o homem que já havia dado jeito na polícia de Nova York (veja a entrevista). Em pouco menos de sete anos ele mudou a face da instituição. "Bratton mostrou que era possível, e o fez através de um mecanismo de cobrança de resultados", afirma Christopher Stone, da Harvard Kennedy School, encarregado pelo Departamento de Justiça de acompanhar a evolução da reforma. Suas armas foram investir na cooperação com outras polícias e agências de segurança, como o FBI, a polícia federal americana; prender bandidos em escala industrial (foram 750 000 presos em sete anos). E, o mais importante de tudo, iniciar uma gestão baseada em resultados, no modelo do Compstat, o método gerencial que já havia dado certo em Nova York. Deu certo novamente. Bratton se aposentou no mês passado e voltou a morar em NovaYork. A revista The Economist escreveu sobre sua aposentadoria há três semanas: "Sete anos depois, ele deixa Los Angeles com uma reputação ainda mais estelar". A redução da criminalidade, de 1 000 homicídios em 1998 para 351 em 2008, é a segunda mais acentuada entre as dez principais cidades americanas a vencer o crime. Perde apenas para a de Nova York, onde ele mesmo começou o serviço.





A TÉCNICA APURADA
A polícia de Chicago aproxima-se dos cidadãos sem abrir mão de sua eficiência para tirar os bandidos das ruas e reduzir os crimes

O que há de comum entre todas as experiências de reforma policial, principalmente nos Estados Unidos, é o absoluto respeito aos números. Estatísticas, orçamentos, metas e tudo quanto servir de ferramenta de análise e planejamento são perseguidos com obsessão por policiais. A outra chave é fazer com que a população se torne uma aliada na tarefa de construir as estratégias para o policiamento preventivo. Nesse sentido, Chicago oferece um dos melhores exemplos do mundo. No luxuoso saguão de entrada do quartel-general da polícia, na Avenida Michigan, a principal da cidade, tudo é simbólico. Suas paredes são repletas de estrelas dedicadas aos policiais mortos no cumprimento do dever. Acima, dois painéis gigantes mostram cenas da cidade, com pessoas em diversas situações ligadas ao cotidiano profissional. As pilastras são de aço, e a iluminação central lembra um disco voador. O projeto arquitetônico é feito para demonstrar as três ideias centrais do plano de reforma da polícia iniciado em 1993: o trabalho policial exige esforço e custa vidas; a polícia é parte da comunidade que trabalha para construir uma cidade melhor; e o uso intensivo da tecnologia é o caminho para alcançar isso. Essas diretrizes não são uma novidade. Polícias do mundo inteiro as perseguem. O que diferencia a segunda maior força policial dos Estados Unidos (perde apenas para a de Nova York) é que ali está sua melhor tradução.

Na sala do chefe de polícia, Jody P. Weiss, 52 anos, fica estacionada uma bicicleta prateada. Não é mera decoração. Com ela, Weiss percorre quase todos os dias a distância de 4,5 quilômetros entre sua casa e o trabalho – sem segurança à sua volta. Ex-agente do FBI, ele dá o exemplo de aproximação com os cidadãos. Chicago é uma cidade de apenas 3 milhões de habitantes. Tem um quarto da população de São Paulo e metade da do Rio de Janeiro. A complexidade da tarefa de colocar de pé um serviço policial eficiente era a histórica desconfiança de seus moradores em relação à polícia. Afinal, trata-se da cidade que abrigou Al Capone, com todas as ramificações que a máfia tinha no aparato policial. Quando a taxa de homicídios atingiu o patamar de 31 assassinatos para cada 100 000 habitantes, em 1991, ficou clara a necessidade de mudança. Vencer a descrença foi a primeira parte do plano. "Sem credibilidade, as pessoas não reportam crimes e é impossível planejar um bom policiamento", afirma Wesley G. Skogan, especialista em justiça criminal e um dos autores do projeto de policiamento comunitário.

Essa proximidade ajuda a atualizar um monumental banco de dados com o nome de suspeitos, horários de crimes em cada rua e forma de atuação dos bandidos, por exemplo. O sistema de mapeamento criminal guarda informações sobre os 2 milhões de pessoas presas na cidade desde 1962. Com ele, pode-se tomar conhecimento de detalhes da ficha criminal, envolvimentos com gangues, aparência e mesmo sinais corporais de cada bandido que já passou por uma delegacia. O nível de detalhamento chega ao impensável. É possível saber, por exemplo, que em julho havia 1 022 bandidos tatuados com a frase I love mom (Amo minha mãe, em inglês). Recursos assim são preciosos, principalmente nas grandes cidades. Mas a lição é que não adianta tê-los, se não forem usados à exaustão. No Brasil, as polícias estaduais têm 76 estandes de tiros e apenas 36 laboratórios de informática. Intensificar o uso do computador é urgente. É o caminho para a polícia do futuro.




Gilberto Tadday
O ALVO É O CRIME
O treinamento dos policiais e o investimento em recursos tecnológicos estão na base do sucesso das melhores polícias do mundo




Entrevista • William Bratton
O STEVE JOBS DA POLÍCIA
A crônica americana de grandes feitos empresariais, como a virada da General Electric promovida por Jack Welch, ou a da Apple, de Steve Jobs, tem agora seu similar no ramo da segurança pública. William Bratton, 62 anos, já era famoso quando conseguiu vencer o crime em Nova York, na década passada. Sua mais recente empreitada foi recolocar o Departamento de Polícia de Los Angeles no trilho. Graças a seu talento para estruturar polícias, alcançou fama inigualável entre os policiais do mundo inteiro. No mês passado, ele trocou o comando do LAPD, que ocupou por sete anos, pela carreira de consultor. Suas lições nesse ramo são preciosas. Bratton falou ao editor Ronaldo França, pouco antes de se aposentar, sobre o que falta às polícias brasileiras para que ganhem em eficiência.

SEGURANÇA NO BRASIL
Quando estive no Brasil, em 2002, o país começava a se tornar uma força econômica. Nessa área, o Brasil teve avanços enormes, que não se refletiram na segurança. Eu não sairia do hotel para andar pelas ruas do Rio de Janeiro, como faço nos Estados Unidos. A reputação do Rio é terrível. Eu não iria lá nem a negócios nem como turista.

SALÁRIOS X CORRUPÇÃO
A polícia brasileira, como acontece em diversos países latino-americanos, é terrivelmente mal paga, o que encoraja a corrupção. Os policiais ficam muito suscetíveis a receber propostas de suborno para sustentar sua família. Nos Estados Unidos, os policiais ganham muito bem e pertencem de fato à classe média. No Brasil, os soldados
da Polícia Militar ou os agentes da Polícia Civil são parte da classe social mais baixa. Isso cria uma distância em relação à classe média e aos ricos, provoca grandes dificuldades e
frustração.


"Comecei a carreira como policial. No Brasil, seria um soldado de polícia. Eu jamais conseguiria ascender e me tornar chefe de polícia. Seria no máximo capitão ou major"
POLÍCIA DESMOTIVADA
Vocês têm uma divisão na Polícia Militar em que os policiais são de uma classe social diferente da dos oficiais. Os soldados não podem chegar ao topo. E os policiais civis e investigadores são uma outra classe. Os delegados são advogados. É um sistema extraordinariamente complexo, que não tem a equidade existente na polícia dos Estados Unidos. Eu comecei minha carreira como policial. No Brasil, seria um soldado de polícia. Jamais conseguiria ascender ao cargo de oficial e, depois, ao de chefe de polícia. Seria no máximo capitão ou major. Eu teria de ir a uma faculdade de direito para me tornar delegado. Em meu departamento, todo investigador pode chegar ao posto mais alto da carreira policial. Não ter chance de ascender é algo desestimulante em qualquer carreira. Não haveria por que ser diferente na polícia.

TECNOLOGIA
Ainda há muitas delegacias com aparelhos de fax velhos e máquinas de escrever. Os equipamentos também são muito precários, com veículos em condições terríveis. Esse atraso é extremamente prejudicial. A tecnologia faz parte do coração de um departamento de polícia, claro que operada por pessoal capacitado e bem treinado.

JUSTIÇA
É muito, muito importante que as corporações se relacionem com a Justiça, a promotoria, o sistema penitenciário, todos os elementos que compõem o sistema de justiça criminal. No Brasil, isso não acontece. Já estive no Ceará prestando serviços para o governador Tasso Jereissati, que estava muito empenhado nisso e trabalhando com muita seriedade. Despendemos muito tempo lá, implantamos alguns sistemas e fizemos algumas recomendações. Mas a Justiça é extremamente ineficiente. O sistema de justiça criminal brasileiro é tão desconectado que nem sequer pode ser chamado de sistema. É preciso promover uma profunda mudança, ou não se terá nunca uma boa polícia no Brasil.


Fonte: Edição Veja 2141/2 de dezembro de 2009/Blog do Sargento Ricardo