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quinta-feira, 5 de janeiro de 2017

ACS/PE AGRADECE APOIO DOS FAMILIARES DE PMs E BMs QUANDO DA “CAMINHADA EM BUSCA POR RESPEITO E DIGNIDADE”

Mais de três mil pessoas partiram da praça do Derby, no Recife, sentido ao Palácio do Governo no Recife, na primeira “Caminhada da Família Policial e Bombeiro Militar em busca de Respeito e Dignidade”.
A mobilização teve como objetivo recolher assinaturas, solicitar do Estado a volta das Associações à Mesa de Negociação além de mostrar à população e autoridades, a insatisfação dos filhos, pais, mães, esposas e amigos dos PMs e BMs — devido as constantes e desenfreadas perseguições impostas pelo Governo de Pernambuco (a presidentes e diretores das Associações), além dos diversos abusos de autoridades, em repressão aos Policiais em todo estado.
O encontro foi idealizado pelas esposas do presidente e vice da ACS/PE: Albérisson Carlos (Verônica Souza) e Nadelson Leite (Jane Leite) em conjunto com outras esposas de PMs em REPÚDIO aos maus tratos do Estado para com a categoria PM/BM – tão sofrida e historicamente abandonada pelos governantes.
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segunda-feira, 2 de janeiro de 2017

Estado do Tocantins aprovou no dia de ontem 27/12/16, um aumento para os Policiais e Bombeiros Militares, pelo Projeto aprovado um Soldado que ganha atualmente R$ 4.250,00 passará a receber R$ 6.400,00 um Major passará de R$ 14.500,00 para R$ 22.000,00, já um Coronel passa de R$ 18.000,00 para R$ 27.000,00. O projeto foi enviado pelo governador e aprovado pelos deputados estaduais na Assembleia Legislativa daquele Estado! Veja.

Assembleia aprova aumento de até R$ 10 mil para policiais do Tocantins
Correção valerá também para bombeiros e servidores do quadro geral. Governo ainda não sabe quando pagará o retroativo aos funcionários.
27/12/2016 20h54 - Atualizado em 28/12/2016 07h02
Do G1 TO, com informações da TV Anhanguera
Os deputados aprovaram nesta terça-feira (27) o projeto de lei, enviado pelo Governo, que corrige o salário dos policiais militares, bombeiros e servidores do quadro geral. Com a validação da Justiça alguns cargos da PM terão aumento de quase R$ 10 mil.
De acordo com a nova tabela, um soldado que ganha R$ 4.250,70 vai ganhar R$ 6.419,09. O posto de major em fim de carreira que recebe R$ 14.497,11 vai receber 21.892,47. O maior aumento será para Coronel com 27 anos de carreira, salário vai passar de R$ 17.897,67 para R$ 27.027,74.
"Até então a Polícia Militar não tinha progressão, nós agora conquistamos esse direito. Este é o reconhecimento que o Estado e o povo do Tocantins faz para Polícia Militar", disse o coronel Glauber de Oliveira, comandante geral da PM.
Data base de polícia militar e servidores estaduais é aprovada pela AL (Foto: Reprodução/TV Anhanguera)
Assembleia aprova aumento para servidores do
estado (Foto: Reprodução/TV Anhanguera)
A correção vai beneficiar cerca de 8 mil PMs, incluindo inativos e pensionistas. O governo calcula um impacto de cerca de R$ 60 milhões até o fim de 2017.
O secretário de administração Geferson Barros, disse que mesmo com o impacto financeiro, o Estado precisa cumprir a determinação da Justiça pata o reajuste.
"Não é uma questão apenas de condições [financeiras], mas de cumprimento da lei. Houve uma decisão e o que o Estado está fazendo agora é cumprindo a lei. É lógico, existe um preocupação do carater previdenciário e do impacto financeiro, mas tudo está dentro do nosso planejamento para 2017", afirmou.
O deputado estado Paulo Mourão (PMDB) disse que os aumentos podem impactar negativamento na situação do Instituto de Gestão Previdênciária do Tocantins (Igeprev).
"Minha preocupação é a partir de 2018 com o Igeprev, porque no desequilíbrio em que se encontra, nós não teremos condições financeiras de honrar compromissos com quem estará se aposentando", comentou.
Também foi votada a data-base dos servidores estaduais. O Governo pagará 2% em janeiro, mais 2% em maio e 5,56% em setembro.
O Governo ainda não informou quando paragará o retroativo para os servidores, policiais e bombeiros que tiveram os salários reajustados
Fonte: G1 Tocantins 

Perguntado ao ex-Secretário de Defesa Social, Wilson Damazio, qual a primeira coisa que faria caso fosse Secretário novamente, ele disse "chamar novamente, e sentar à mesa, é preciso parcificar a polícia para cuidar da segurança e acrescenta, o que for dado a uma polícia também terá que ser dado a outra"

Fonte: RADIO JORNAL 

Para ouvir a entrevista completa clique AQUI

terça-feira, 27 de dezembro de 2016

Foto: Edmar Melo/Divulgação
Foto: Edmar Melo/Divulgação

Projeto de lei quer renovação de frota de polícia e bombeiro a cada três anos

Agência Câmara – A Câmara dos Deputados analisa o Projeto de Lei (PL) 5866/16, do deputado Cabo Sabino (PR-CE), que determina a renovação da frota de viaturas das polícias e dos bombeiros a cada três anos.
Pelo texto, após esse período, as viaturas devem ser descaracterizadas e levadas a leilão. Os recursos arrecadados serão empregados na compra de novas viaturas.
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Sabino argumenta que o projeto atende à reivindicação de entidades de segurança pública do estado do Ceará e de entidades nacionais de policiais e bombeiros militares. Ele afirma que a vida útil de um carro utilizado na atividade policial ou de defesa civil é bem menor do que a dos demais veículos e que, além disso, há dificuldade de se realizar a manutenção técnica adequada e periódica nas viaturas.
“Essa medida auxiliará na segurança do próprio policial ou bombeiro, que têm as viaturas como instrumento de trabalho, bem como contribuirá para maior eficiência na prestação do serviço público”, defende Sabino.

O projeto tramita em caráter conclusivo e será analisado pelas comissões de Segurança Pública e Combate ao Crime Organizado; e de Constituição e Justiça e de Cidadania.

segunda-feira, 19 de dezembro de 2016

Greve branca da PM preocupa comerciantes do Recife. CDL pede reforço na segurança do Centro e RMR ao comando da PM

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Os seguidos boatos de arrastão no Centro afugentam consumidores e os comerciantes estão a pedir providências. Como se disse aqui, de nada adiantou Paulo Câmara mandar pagar o 13º salário dos servidores, jogando recursos na economia da cidade, sem que haja segurança para a população.
Quem ganha com os boatos? Fácil imaginar, mas difícil de provar.
Nesta tarde (15/12), o presidente da CDL Recife, Eduardo Catão, o presidente do Sindilojas Recife e Vice-Presidente da Fecomércio-PE, Frederico Leal e alguns empresários e representantes do comércio, estiveram em uma reunião com o Comandante Geral da Polícia Militar de Pernambuco (PMPE), Coronel Carlos D’Albuquerque Maranhão.
O objetivo do encontro foi justamente solicitar reforço na segurança do Centro da Cidade e Região Metropolitana do Recife, especialmente nos polos de comércio, que tem grande aumento no fluxo de pessoas nesse período de final de ano, por conta das festas de Natal e Ano Novo.
“Esta última semana antes do Natal é a mais aquecida do ano para o varejo. Estimamos que mais de 1 milhão de pessoas venham ao Centro do Recife diariamente, nesse período que antecede as festas de final de ano. Nosso pleito por um reforço no policiamento é importante para que todos que trabalham ou vem às compras no centro e nos bairros do Recife, possam ficar tranquilos e seguros”, afirma Eduardo Catão, presidente da CDL Recife.
Segundo os comerciantes, no encontro, o comandante da PMPE disse que o pleito dos lojistas e da população será atendido com o incremento no quadro efetivo, com o retorno dos Policiais Militares (PM) que estavam de férias e entrada de novos PMs que concluíram o treinamento na Academia.
Na ocasião, também estavam presentes o Sub-Comandante Geral da PMPE, Coronel Adalberto, o Diretor da Diretoria Integrada Metropolitana (DIM), Cel. Hailton e o Sub-Diretor da DIM, Cel. Carlos José.
Associação de PMs vai ao Ministério Público para tentar manter operação padrão
Foto: Diego Nigro/JC Imagem
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Um dia depois de o governo Paulo Câmara (PSB) convocar os policiais que estão de férias para tentar conter a crise na segurança, além de emitir um boletim anunciando que PMs que não cumprirem o Programa de Jornadas Extras (PJEs) poderão ser presos, a Associação de Cabos e Soldados (ACS) emitiu nota criticando a gestão. A entidade afirmou que vai entrar com uma representação no Ministério Público de Pernambuco (MPPE) contra o secretário de Defesa Social, Ângelo Gioia, e o comandante geral da corporação, Carlos D’Albuquerque.
Para o advogado que presta serviço à associação, François Cabral, houve um abuso de autoridade por parte da cúpula da pasta. “A punição é descabida, desproporcional e arbitrária”, disse ao Blog de Jamildo.
Cabral afirmou que o decreto 38.438/2012, que regulamenta o programa, não inclui a prisão como punição para os policiais que não cumprirem a jornada extra, e sim a desabilitação deles por seis meses. “Não cabe ao comandante achar que está num estado de exceção e dar uma interpretação que o decreto não tem”, afirmou.
A determinação assinada pelo comandante geral, Carlos D’Albuquerque, após uma reunião com o secretário, argumenta que, embora o programa de jornadas extras seja opcional, os PMs que já aderiram ao programa passam “a estar na condição de cumprir compulsoriamente o serviço”. O documento afirma que os policiais que não cumprirem a ordem poderão estar violando quatro artigos do Código Disciplinar dos Militares do Estado de Pernambuco.

A Associação de Cabos e Soldados afirmou que vai ainda à Assembléia Legislativa de Pernambuco (Alepe) e ao Congresso Nacional contra a medida.

sexta-feira, 9 de dezembro de 2016

Presidente da Associação de Cabos e Soldados é preso durante assembleia no Derby
Foto: André Nery  / JC Imagem
Durante assembleia da Polícia Militar, na tarde desta sexta-feira (9), para deliberar sobre uma possível greve, o presidente da Associação de Cabos e Soldados de Pernambuco (ACS-PE), Alberisson Carlos, e o vice-presidente da entidade sindical, Nadelson Leite, foram presos. Uma oficial de justiça chegou ao ato e entregou a intimação aos sindicalistas. Militares da Companhia Independente de Operações Especiais (Cioe), fardados, efetuaram a prisão administrativa em flagrante.
 “Eu estou sendo preso, mas não pode haver indisciplina. Não podemos deixar que isso transforme tudo em confusão. Podem prender meu corpo, mas minha mente continuará livre”, disse Alberisson antes de ser preso.

Tanto o presidente Alberisson, quanto Nadelson Leite foram conduzidos ao Quartel do Derby, acompanhados do advogado da ACS-PE. Policiais militares pretendem fazer uma caminhada até a sede do Governo de Pernambuco, no Palácio Campo das Princesas, nesta tarde, como forma de protesto.

Paulo Câmara diz que movimento ilegal e extemporâneo com o objetivo de pressionar o Governo

 Veja a nota oficial do Governo do Estado de Pernambuco
AO POVO DE PERNAMBUCO
O Governo do Estado de Pernambuco nunca se negou a negociar melhorias salariais para os policiais militares e os bombeiros militares. Em abril de 2016, por ocasião do último acordo salarial, ficou definido que as partes voltariam a conversar em abril de 2017.
Num gesto de diálogo, no último dia 1o. de dezembro, os comandos da Polícia Militar e do Corpo de Bombeiros Militar de Pernambuco convocaram as associações das duas instituições para uma nova conversa.
Ao final, foi assinado um documento por todos presentes no qual ficou definido que as associações apresentariam suas propostas, no dia 7 de dezembro, para que os comandantes tratassem de melhorias salariais para as categorias com o Governo do Estado.
Ficou acordado também um cronograma, a partir de janeiro de 2017, quando seriam realizadas reuniões periódicas entre os comandos militares das duas corporações e o Núcleo de Gestão do Governo com o objetivo de construir uma proposta a ser encaminhada à Assembléia Legislativa logo no início do ano legislativo, no mês de fevereiro.
No entanto, apenas duas horas após a assinatura desse documento, os presidentes das associações descumpriram o compromisso formal e divulgaram mensagens em áudio e vídeo, agredindo os comandantes das corporações e convocando para uma assembléia no dia 6 de dezembro de 2016. Um movimento ilegal e extemporâneo com o objetivo de pressionar o Governo.
Em assembleia realizada na frente do Palácio do Campo das Princesas, no dia 6 de dezembro, foi deliberado que os militares realizariam “operação-padrão” e abandonaria o Programa de Jornada Extra de Segurança (PJES), medida que desfalcou de forma irresponsável as operações de rotina da Polícia Militar de Pernambuco, prejudicando a população do nosso Estado.
Outra deliberação foi a realização de nova assembléia às 14h, desta sexta-feira, dia 9 de dezembro de 2016, difundindo no meio da tropa palavras de ordem que claramente ferem a hierarquia e a disciplina previstas nos regulamentos militares. Uma tentativa clara de levar a uma deliberação da tropa que poria em risco a ordem pública e a segurança de pernambucanas e pernambucanos.
Diante desse quadro, o Governo do Estado decidiu tomar todas as providências para assegurar a manutenção da ordem e da autoridade pública, a saber:
1 – Solicitação ao Presidente da República, Michel Temer, de autorização para emprego das Forças Armadas e da Força Nacional de Segurança na Garantia da Lei e da Ordem. Autorização já concedida pelo Presidente da República. O Presidente também determinou ao Ministro da Defesa, Raul Jungmann, o seu deslocamento a Pernambuco, ao lado do Estado Maior das Forças Armadas, para dar um apoio necessário.
2 – Solicitação ao Poder Judiciário da proibição da realização de assembleia destinada a deliberar sobre greve. A medida foi deferida em 7 de dezembro de 2016 pelo Tribunal de Justiça de Pernambuco, em decisão proferida pelo Desembargador José Fernandes de Lemos: “se abstenham de realizar reunião, assembléia ou qualquer evento que tenha por objetivo reunir ou patrocinar a deflagração de greve de militares estaduais ou qualquer outro movimento que comprometa a prestação do serviço de segurança pública”.
3 – Desafiando o Poder Judiciário e atentando contra o Estado Democrático de Direito e os regulamentos militares da Polícia Militar de Pernambuco, foram presos em flagrante, na tarde desta sexta-feira, integrantes das associações, pela prática de crime militar.
O Governo de Pernambuco não aceitará o desrespeito à hierarquia e a quebra do código disciplinar da Polícia Militar e do Corpo de Bombeiros Militar.

Por fim, o Governo vem tranquilizar a população de Pernambuco de que fará o que estiver ao seu alcance para manter a segurança e a ordem públicas. O Brasil passa por uma crise sem precedentes e agir para criar intranquilidade à população do nosso Estado não honra a história dos integrantes da Polícia Militar de Pernambuco e do Corpo de Bombeiros Militar de Pernambuco.

Governador de Pernambuco pede reforço do Exército em caso de greve da PM


Sem alarde, o governador de Pernambuco, Paulo Câmara (PSB), se antecipou a uma possível greve da Polícia Militar do Estado e enviou um ofício, conseguido com exclusividade pelo Blog de Jamildo, ao presidente da República, Michel Temer (PMDB), solicitando apoio das Forças Armadas, caso a greve seja deflagrada pela categoria.
Apesar da determinação do Tribunal de Justiça de Pernambuco (TJPE), na noite de quarta-feira, de proibir as associações militares do estado de realizarem assembleias para deliberarem sobre greve, o encontro marcado pela Associação dos Cabos e Soldados (ACS) para as 14h desta sexta-feira (9), na Praça do Derby, está mantido. Quem garantiu foi o presidente da ACS, Alberisson Carlos.
Em Pernambuco, para vistoriar obras da transposição do Rio São Francisco, o presidente Michel Temer (PMDB) falou sobre a possível paralisação dos policiais no Estado. “Acho grave essa greve por se tratar de um serviço essencial, o governador me disse que está dialogando com setores e logo esta crise da Polícia Militar fica superada”, disse. “Se pudesse recomendar, recomendaria para que setores essenciais não façam greve”, completou o peemedebista.
 

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quinta-feira, 8 de dezembro de 2016

NOTA OFICIAL: COMANDANTE GERAL SOLTA NOTA OFICIAL SOBRE AS REIVINDICAÇÕES DOS POLICIAIS MILITARES


Jogando lenha na fogueira, Oposição cobra ‘reabertura de diálogo’ com associações de PMs e Bombeiros


Na Rádio Jornal, mais cedo, durante o programa Passando a Limpo, o comandante do Corpo de Bombeiros, coronel Manoel Cunha, disse com todas as letras que via uso político nas ameaças de greve na PM e levantou uma explicação para o acirramento das ações, por parte das associações corporativas. Ele disse que algumas pessoas estariam com medo de perder protagonismo, depois que os comandantes de batalhões assumissem as negociações salariais junto ao governo do Estado.
Pois bem.
Nesta tarde, a Bancada de Oposição na Assembleia Legislativa de Pernambuco (Alepe) cobrou hoje, do Governo do Estado e da base governista na Casa, a reabertura de diálogo com as associações de policiais e bombeiros militares.
A oposição usar a argumentação de que acredita que o tensionamento das relações entre a categoria, o comando da corporação e o Poder Executivo não interessa ao Estado, aos servidores, nem tão pouco à sociedade Pernambucana, principalmente num momento de crescimento da violência.
Nada fala de como melhorar o atendimento à população, em meio a guerra de interesses corporativos, da qual estaria dissociada se estivesse no poder.
O vice-líder da Oposição, Joel da Harpa (PTN), propôs ao Estado o resgate da mesa permanente de negociação com a categoria e a criação de uma frente parlamentar.
É preciso que o Governo reabra diálogo com a participação das associações e dos comandos da corporação, como sempre funcionou, e sinalize até a próxima sexta-feira (9) como se darão as negociações para evitar um impasse”, explicou, um dia depois de promover passeata de PMs até a porta do Campo das Princesas.
O presidente da Comissão de Cidadania e Direitos Humanos, o deputado Edilson Silva (Psol), um dos mais demagogos da casa, reforçou a necessidade de reabertura dos canais de diálogo entre todas as partes do processo.
O Governo do Estado errou ao encerrar uma mesa de negociação através de portaria e precisa agora fazer o gesto político de reestabelecer os canais de negociação e resgatar a representatividade das associações”, defendeu, mantendo a coerência com a defesa dos coletivismos´ (quase sempre inúteis).
O líder da Oposição, Silvio Costa Filho (PRB), disse pregar responsabilidade diante do atual quadro de crescimento de violência.
Não é apenas a questão salarial que está em jogo, são também as condições de trabalho e o combate à criminalidade. A política do constrangimento não vai resolver o impasse. O entendimento só será construído com o diálogo e é essa sinalização que o Governo precisa fazer agora”, afirmou.
O que mudou

O Diário Oficial de Pernambuco trouxe nesta terça-feira (6) a revogação de uma portaria que instituía um fórum para as negociações salariais e por melhorias para os policiais militares do Estado. Com o fim do grupo, que era formado por representantes da Secretaria de Administração (SAD) e por oficiais, os ajustes serão feitos a partir de agora pelo comando geral da corporação.

Os policiais militares marcaram para esta tarde, na Praça do Derby, na área central do Recife, uma assembleia em que podem deflagrar greve. A categoria pede a apresentação de um plano de cargos e carreiras como foi feito com os policiais civis, que têm aumentos para de 2017 e 2018 definidos e, no fim da aplicação do acordo, terão seu teto equiparado ao piso dos delegados.
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Em entrevista à Rádio Jornal, o comandante geral da PM, Carlos Alberto D’Albuquerque, frisou que melhorias para os policiais estão no foco.
O que nós estamos preocupados é com o nosso policial, é com a segurança da sociedade pernambucana. Cada vez mais, nesse momento de crise, é necessária a presença da polícia nas ruas”, afirmou. “O sentimento da tropa, dos nossos oficiais, é que quer uma sociedade segura, a polícia presente.”
Ao Blog de Jamildo, D’Albuquerque afirmou que a data prevista para a negociação é em abril, mas já há uma sinalização do governo estadual para elaborar um plano de cargos e carreiras prevendo reajustes até 2018, da mesma forma que foi feito em relação aos policiais civis. “Vamos sentar com o governo em janeiro e enviar o projeto em fevereiro, no início do ano legislativo, para ser votado antes do Carnaval”, afirmou o comandante geral da PM.

PMs aprovam em assembleia operação padrão até a sexta-feira

Categoria seguiu até o Palácio do Governo. Foto: Diego Nigro/JC Imagem

Categoria seguiu até o Palácio do Governo. Foto: Diego Nigro/JC Imagem
Grupo de Policiais Militares, na porta do Palácio do Campo das Princesas, centro do Recife, decidiu em assembleia, antes de deflagrar uma eventual greve, por aumento de salários, realizar uma operação padrão (espécie de operação tartaruga), de forma a pressionar o governo do Estado por melhorias sem poder  ser acionado na Justiça do Estado. Legalmente, ao menos, a categoria é proibida de promover paralisações. Aos PMs também é vedada a participação em movimentos políticos.
As associações sindicais definiram a operação padrão como o ato de ir para rua com todos os instrumentos de trabalho e equipamentos/viaturas, como manda as regras da corporação. “Policiais saem todos os dias faltando equipamentos básicos. Um parecer da PGE diz que soldado e cabos não podem comandar viaturas, que devem, inclusive, estar em perfeito funcionamento. Viaturas com no mínimo 3 componentes”, explicaram.
A nova concentração da categoria foi convocada para às 14h da próxima sexta-feira, no Derby, com uma nova passeata até o Palácio do Governo.
De acordo com a Associação de Cabos e Soldados, o governo do Estado tem até esta data para aprovar ou analisar a proposta da classe.
Categoria seguiu até o Palácio do Governo. Foto: Diego Nigro/JC ImagemCategoria seguiu até o Palácio do Governo. Foto: Diego Nigro/JC Imagem
De imediato, eles informaram que a partir desta terça-feira ninguém mais vai tirar o PJES (Programa de Jornada Extra de Segurança,  trabalhos extras nas folgas que os PMs fazem junto à própria corporação para completar a renda). Antes de discutir a possibilidade de greve, uma das opções apresentadas pelos oradores à categoria foi o aquartelamento, que consistia em ficar de braços cruzados nas corporações, ao lado dos oficiais.
No evento desta terça-feira, o deputado estadual Joel da Harpa chamou o governador Paulo Câmara de irresponsável, em mais de uma oportunidade.
Alberisson Carlos, da ACS-PE (vídeo acima), disse que a categoria pode radicalizar na sexta-feira, se não tiver resposta satisfatória.
O novo secretário de Defesa Social também foi criticado, por não ter chamado às associações para negociação.
Nesta terça-feira, o governo do Estado mudou a relação com a categoria. De forma inusitada, a assembleia transcorreu em clima de culto, com várias citações de passagens bíblicas exortando os guerreiros e criticando os que não tivessem coragem de lutar.
Nos discursos, os oradores também fizeram questão de afastar a crítica de que estavam fazendo uso político do movimento. Uma das argumentações era de que este momento (dezembro de 2016) e o próximo ano não são de eleições (estaduais). No entanto, ao menos dois dos líderes do movimento são ligados ao PTB e ao PSDB, dois partidos de oposição ao PSB.
O evento começou a ser gestado por volta das 14 horas, na Praça do Derby, onde ocorreu uma concentração e depois os policiais saíram em caminhada pela Avenida Conde da Boa Vista, no Centro do Recife.
Na chegada ao Palácio do Campo das Princesas, os PMs que participavam da manifestação fizeram provocações ao efetivo na Casa Militar, oficiais e PMs.
O governo do Estado recusou-se a receber as representações sindicais. Seis integrantes da comissão de PMs entraram por volta das 19h30 para entregar a pauta de reivindicações.
Jose Roberto Vieira, presidente da Aspra, Associação de Cabos e Soldados, antes mesmo da deliberação, garantia que a paralisação iria ser imediata caso a categoria deflagrasse greve.
Há oito meses governo e associações fechara acordo, evitando uma paralisação.
A categoria alega que vários itens do acordo não foram cumpridos e quer voltar a negociar sobre um Programa de Valorização Profissional, que inclui a implantação da remuneração na forma de subsídio para todos os cargos dos militares e bombeiros e a revisão do Plano de Cargos e Carreiras (PCC), de forma aos salários se equipararem aos da Polícia Civil.
Em outubro, o Estado negociou com a Polícia Civil um plano de reajuste – a ser implementado entre janeiro de 2017 e dezembro de 2018 – no qual o salário de fim de carreira dos agentes vai se igualar ao piso dos delegados.
Hoje, o salário inicial de um soldado é de R$ 3,6 mil, com auxílio-transporte. O de um agente é R$ 3,2 mil, mas passa para cerca de R$ 3,7 mil em janeiro e R$ 3,9 mil em 2018.
No acordo firmado com os PMs, em abril, foi oferecido R$ 400 de auxílio­ transporte para os praças e R$ 600 os oficiais, ativos e inativos, além de R$ 750 de auxílio­ uniforme, entre outros itens.
O presidente da Associação de Cabos e Soldados (Aspra), José Roberto Vieira, critica o fato de o governo ter passado a negociar com os comandos, quando há dois anos já havia se formado uma mesa com as entidades de classe.
Nada contra os coronéis, mas quem fala pela tropa são as entidade representativa de classes. Para que então foi criada a mesa de negociação?”, questiona, por meio de nota.
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O Diário Oficial de Pernambuco trouxe nesta terça-feira (6) a revogação de uma portaria que instituía um fórum para as negociações salariais e por melhorias para os policiais militares do Estado. Com o fim do grupo, que era formado por representantes da Secretaria de Administração (SAD) e por oficiais, os ajustes serão feitos a partir de agora pelo comando geral da corporação.
Os policiais militares marcaram para esta tarde, na Praça do Derby, na área central do Recife, uma assembleia em que podem deflagrar greve. A categoria pede a apresentação de um plano de cargos e carreiras como foi feito com os policiais civis, que têm aumentos para de 2017 e 2018 definidos e, no fim da aplicação do acordo, terão seu teto equiparado ao piso dos delegados.