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terça-feira, 15 de março de 2011

Notícias da Caserna

O ex-corregedor geral da Secretaria de Defesa Social Zulmar Pimentel foi elogiado pelo secretário Wilson Damázio na véspera do Carnaval, ao ser exonerado do cargo. Segundo a portaria 583 publicada no Diário Oficial do dia 4, Zulmar Pimentel “contribuiu sobremaneira para a evolução institucional, dentro dos princípios preconizados pelo Pacto pela Vida”.

Estranho nisso tudo é que o governador Eduardo Campos no dia anterior justificou a exoneração dos coronéis Elias Siqueira eFrederico Malta, corregedores auxiliares acusados de constrangeram um repórter do JC, afirmando que o Pacto pela Vida é “calcado em princípios e um deles é o respeito aos direitos humanos e à liberdade de expressão”. Pelo visto, tem alguém nessa história andando pela contramão.

A propósito da crise na corregedoria da SDS, detonada pela notícia de constrangimento do repórter do JC João Valadares, que teria sido pressionado a revelar as fontes das matérias mostrando o sucateamento do Corpo de Bombeiros, são nitroglicerina pura os comentários postados nos blogs que noticiaram a exoneração dos corregedores auxiliares Elias Siqueira e Frederico Malta.

Diz o adágio popular que “onde há fumaça há fogo”. Pela quantidade e conteúdo dos comentários, supõe-se que o incêndio naquela repartição seja de grandes proporções.

Fonte: Fernando Machado

sexta-feira, 7 de janeiro de 2011

Corregedor fala sobre abertura de inquérito administrativo e afastamento de policiais





O Corregedor Auxiliar da Secretaria de Defesa Social, delegado Paulo Jean Barros Silva, responsável pela sindicância que vai investigar a conduta dos policiais civis envolvidos no incidente com policiais federais, durante uma operação no último dia 05, em Jaboatão, prestou esclarecimentos, na tarde desta sexta feira (7), na sede da Corregedoria, no bairro da Boa Vista, sobre o andamento do inquérito administrativo e do afastamento provisório dos policiais civis da atividade operacional para a administrativa.

O delegado explicou que o objetivo da sindicância é apurar a conduta profissional dos policiais e não a parte criminal do caso, que está sendo investigado pela Polícia Federal. “A Corregedoria, que é um órgão de controle, instaurou a sindicância para apurar o ocorrido pela ótica administrativa e se houve transgressão disciplinar”, explicou.

“A transgressão disciplinar é toda aquela elencada no estatuto da Polícia Civil. Pode ser um crime ou não. Todo crime praticado por um policial é uma transgressão disciplinar, mas nem toda transgressão disciplinar pode ser configurada como crime”, enfatizou.

Paulo Jean adiantou que os depoimentos colhidos pela Polícia Federal também serão usados no inquérito administrativo. Ele também adiantou que o taxista João Francisco, que participou do ocorrido, foi ouvido nesta sexta feira e, que o próximo a ser interrogado será o traficante Wagner Alves do Nascimento, preso pela Polícia Federal, antes do incidente, o qual já se encontra no Cotel. “Estaremos ouvindo o traficante envolvido, segunda ou terça feira da próxima semana”, informou.

Sobre o fato de os policiais terem sido afastados da atividade operacional para executarem funções administrativas, o Corregedor explicou: “O afastamento é preventivo. É uma conduta rotineira e não possui caráter de punição, porque esta só pode ocorrer se a transgressão disciplinar for constata”, explicou. Segundo ele, a transgressão sendo constatada, abre-se o processo administrativo disciplinar - PAD, cuja penalidade, prevista em lei, é variável a depender do caso. “O que se prevê, de acordo com o Estatuto dos policiais civis, é uma suspensão que pode ser de cinco a trinta dias ou até uma demissão”, concluiu.
Fonte: SDS/http://sargentoricardo.blogspot.com/

quarta-feira, 22 de dezembro de 2010

Por uma Corregedoria Imparcial

Por uma inabalável Corregedoria de Polícia



Archimedes Marques
Delegado de Polícia.
Pós-Graduado em Gestão Estratégica de Segurança Pública

POLÍCIA CIDADÃ

POLÍCIA DA POLÍCIA

DELEGADO DE POLÍCIA

A sociedade brasileira sabedora dos seus direitos e das obrigações dos funcionários públicos exige cada vez mais transparência para todos os atos realizados pelos componentes das diversas classes e instituições que lhes prestam serviços essenciais.

A Polícia está dentre todas as instituições públicas como a mais exigida, a mais observada pela população. A questão de ser o policial o real protetor do povo, o guardião das Leis penais, faz com que a comunidade acompanhe todos os seus passos e lhe cobre sempre e efetivamente, além do destemor, ações condignas e leais provindas dos seus atos.

O trabalho do Policial é árduo, perigoso, estressante e ineficiente financeiramente, por isso, exige prudência, perseverança, amor à profissão e capacidade de concentração aguçada com equilíbrio e razoabilidade nos seus atos para que não ocorra os deslizes.

É fato e não há como deixar de reconhecer que realmente vários policiais em qualquer quadrante do país, tende com facilidade aderir à corrupção, ao arbítrio das suas medidas, ao desvirtuamento do seu encargo.

A questão da corrupção policial é, sem sombras de dúvidas, a mais séria e grave existente no âmbito da segurança pública, vez que o policial é acima de tudo o defensor das Leis penais e para tanto tem que ser o primeiro a dar o exemplo.

Antes de ferir o patrimônio público ou particular, a corrupção policial degrada os seus valores íntimos, desvirtualiza a sua nobre missão, relativiza o costume e a cultura da sua própria moral e torna negativo o conceito público da sua instituição.

O órgão essencial no nosso regime democrático de direito relacionado a corrigir as más ações policiais no âmbito administrativo é a Corregedoria de Polícia que trabalha a contento dentro das suas reais possibilidades, contudo, muito ainda falta para se atingir o máximo da exigência social.

A Corregedoria de Polícia visa investigar, reeducar, corrigir e punir os abusos administrativos praticados pelos seus agentes em ações profissionais excedentes ou particulares ilegais no cotidiano de cada um.

As transgressões disciplinares previstas em Leis são apuradas através sindicâncias, inquéritos ou processos administrativos, e daí, se não houver absolvição do acusado ou arquivamento do feito, pode advir penas de advertência, repreensão, suspensão, demissão, cassação de aposentadoria ou disponibilidade dos servidores julgados.

Entretanto, esta pontual e importante missão é por demais difícil e estafante, pois além do receio da população em denunciar ou testemunhar as más ações policiais, ainda existe a questão do corporativismo em todas as classes da Polícia para dificultar ainda mais as suas investigações e decisões.

Ligados a esta problemática temos ainda a questão da Corregedoria de Policia ser adstrita e subalterna hierarquicamente à sua própria instituição policial, fato este que faz com que grande parcela da população desacredite nas investigações e punições dos infratores.

Nesse sentido, sem tirar o mérito atual dos órgãos correcionais, para uma melhor transparência dos seus atos perante a opinião pública e fortalecimento do setor é necessário que se criem Corregedorias de Polícia mais sólidas, inabaláveis, ligadas e subordinadas tão somente à Secretaria Nacional da Segurança Pública e às Secretarias Estaduais de Segurança Pública, ao mesmo tempo em que deve haver uma verdadeira faxina para livrar de vez das suas fileiras os cabulosos policiais.

Para que a autodepuração seja uma vertente forte e verdadeira em todas as Instituições policiais e se acabe com figura indesejável do falso policial também é preciso que se reformem as Leis administrativas e penais em desfavor desses infratores, transformando os seus respectivos procedimentos em atos mais ágeis, menos burocráticos e que acima de tudo, as vítimas e testemunhas verdadeiramente se sintam seguras por proteção efetiva do Estado.

O sucesso destas medidas não trará apenas ganhos morais para a Instituição policial, por certo, produzirá benefícios concretos para a Nação, resgatando a confiança do povo na sua Polícia, para caminharmos juntos em verdadeira confiança, amizade, interatividade e enfim, para melhor combatermos a criminalidade externa que geometricamente cresce no País.

www.soleis.adv.br / blog do Sargento Ricardo