Aproveitando a ida para a macha da PEC 300 em Recife, o presidente da AMESE, Sargento Jorge Vieira, visitou postos de salvamentos na praia de Boa Viagem, na Capital pernambucana e conversou com vários bombeiros, entre eles o soldado Abraão que participou do resgate da jovem paulista que foi atacada e morta por tubarão.
Na
conversa o militar relatou o caso dizendo que as mortes na praia
infelizmente são frequentes, apesar dos avisos por toda extensão da orla
marítima avisando do perigo com relação a ataques de tubarões, mas o
caso da turista teve repercussão nacional e que os bravos soldados do
fogo trabalhavam em três e só existia (um) shark field que é um aparelho
que repele ataques de tubarão e após a divulgação do fato, segundo o
militar hoje para cada bombeiro tem um equipamento.
Foi
perguntado se realmente o aparelho tinha total eficácia e
surpreendentemente fora informado por um integrante que não quis se
identificar que o aparelho tinha sido testado com uma foca morta e com
uma espécie de tubarão que é comum naquela praia (tubarão tigre) e o
animal estressado e faminto atacou e dilacerou a foca mesmo com o
repelente deixando a incerteza com relação a segurança do bombeiro e dos
banhistas. foi mostrado o material de resgate como prancha, pé de pato,
boia e shark field equipamento que emite ondas que tem o objetivo de
repeli os tubarões.
Foi
concedida também a oportunidade de adentrar no posto de observação e
local de apoio para o cumprimento do mister e foi verificado que o posto
de salvamento é dotado de monitoramento que auxilia na observação e
prevenção contra afogamento e execução do serviço, mas também apesar de
ser uma bela edificação não possuía alojamentos e nem banheiros
masculino e feminino, e que se o militar precisar fazer necessidade
fisiológica tem que ir até um banheiro público.
Na
oportunidade se conversou com várias integrantes que entraram na 1ª
turma de mulheres do quadro daquela instituição militar, acerca das
condições de trabalho e nos foi dito que anos e anos se passaram, mas, o
corpo de bombeiro não se preparou até a presente data para receber as
bravas soldadas do fogo.
Verificou-se
ainda que os problemas praticamente são os mesmos em quase todos os
estados brasileiros, ou seja, os salários são diferentes, mas, com uma
semelhança de baixa remuneração, as condições de trabalho são ruins e
quando há repercussão, as providências são adotadas. Foi constatado que
também não há uma definição de carga horária e havendo compra da folga
através de gratificações.
Na
despedida, foi questionado ao bombeiro, como foram seus dias seguintes
após ter passado pela situação de ver aquela jovem com sua perna
dilacerada, se ele conseguiu dormir, se ele pensava em sair e se tinha
coragem de adentrar na água para salvar outras pessoas, tendo ele foi
categórico ao afirmar que casos como o que foi abordado já tinham
acontecido, mas que ele amava a sua profissão e sempre que tivesse
alguém precisando de salvamento, ele estaria sempre pronto para honrar a
sua amada e gloriosa farda.
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