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domingo, 26 de fevereiro de 2012

Falhas e omissões atrasam processos contra políticos


Inquéritos que tiveram políticos brasileiros como alvo nos últimos anos demoraram mais tempo do que o normal para chegar a uma conclusão, e processos abertos pelo Supremo Tribunal Federal (STF) contra eles se arrastam há mais de dez anos sem definição, é o que mostra um levantamento feito pelo jornal Folha de S.Paulo. Os dados são referentes a 258 processos. Além da grande quantidade de recursos prevista na legislação, os atrasos são provocados por falhas de juízes, procuradores e policiais.
Os inquéritos analisados foram encerrados por consumir mais de dois anos, enquanto que a Polícia Federal, em média, leva pouco mais de um ano para fechar uma investigação. Os processos envolvem 166 políticos que só podem ser investigados e processados no STF, um privilégio garantido pela Constituição ao presidente da República e seu vice, a deputados federais, senadores e outras autoridades.
O senso comum sugere que esse tipo de coisa acontece porque os políticos têm condições de pagar bons advogados para defendê-los na Justiça, mas a análise dos processos mostra que em muitos casos as investigações simplesmente não andam, ou são arquivadas sem aprofundamento. Só dois casos do conjunto analisado pelo jornal estão prontos para ir a julgamento.

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