Sim, senhor!
Os políticos não têm qualquer compromisso com as instituições públicas, não têm qualquer preocupação com o futuro e com a sobrevivência dessas instituições, algumas com séculos de existência como a Polícia Militar, A Polícia Civil e o Corpo de Bombeiros Militar. Os governantes brasileiros não primam pelo interesse público, salvo raras exceções, o que realmente importa são os interesses políticos e pessoais, essa é a regra. No Rio de Janeiro, por exemplo, o governador demonstrou em cinco anos de gestão que não está nem aí para os servidores públicos em geral e para as instituições. No caso específico da Polícia Militar, o governo paga salários famélicos, desqualifica a tropa, subverte a hierarquia, penaliza inativos e pensionistas com as gratificações, entre outros males impostos à Corporação.
Diante de tais verdades, a defesa das instituições acaba recaindo sobre os seus próprios integrantes, sobretudo sobre os ombros dos que ocupam o topo hierárquico. Assim, cabe aos Delegados da Polícia Civil, a defesa dos interesses da PCERJ e dos Policiais Civis e cabe aos Coronéis da Polícia Militar e do Corpo de Bombeiros, essas mesmas missões.
A soma dessas realidades faz com que um Coronel ou um Delegado obedientes ao poder político, mesmo quando os políticos agem contra os interesses institucionais, signifiquem um terrível mal.
Obviamente, o respeito ao poder político deve existir, não prego a desobediência pela desobediência, mas prego a desobediência sempre que a vontade político for contrária ao interesse público, ao interesse institucional e ao interesse dos servidores. Uma desobediência franca, um ato de peito aberto, um NÃO em alto e bom tom, devidamente fundamentado.
Postado por cidadão militar /
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