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domingo, 17 de abril de 2011

Empresas já reduzem exigências na hora de contratar

" Faltam Profissionais Técnicos de nível médio no mercado"

As posições começam a se inverter. Se no passado era o trabalhador que corria atrás das empresas para conseguir um bom emprego, hoje são as empresas que fazem qualquer negócio para contratar ou manter um funcionário. De acordo com pesquisa feita pela Fundação Dom Cabral com 130 companhias, responsáveis por 22% do Produto Interno Bruto (PIB), 92% das empresas estão com dificuldade para contratar profissionais.

Nesse cenário, vale tudo para preencher uma vaga, desde importar mão de obra de países vizinhos e fazer anúncios de emprego durante a missa até designar profissionais para promover a imagem do grupo entre candidatos. Foi-se o tempo também que para encontrar um bom emprego era preciso ter pós-graduação, mestrado e doutorado, além de experiência na área. Hoje muitas companhias já abrem mão dessas exigências.

Dados da pesquisa da Dom Cabral mostram que 54% das companhias reduziram os requisitos na contratação de pessoal para a área técnica e operacional. Nos cargos estratégicos, 28% das empresas também diminuíram as exigências, como pós-graduação, fluência em idiomas e experiência. A solução tem sido contratar o profissional sem experiência, treiná-lo e capacitá-lo com cursos moldados à necessidade da companhia.

"O poder mudou de lado", resume o professor da Fundação Dom Cabral, Paulo Resende, responsável pela pesquisa. Na avaliação dele, hoje quem está dando as cartas no mercado são os trabalhadores, e não mais as empresas. "A situação é resultado de uma série de armadilhas criadas pela própria sociedade. Primeiro desvalorizou-se a mão de obra técnica. Depois inundamos o mercado com profissionais diplomados e baixa qualidade." As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

Fonte: Agência Estado/NE10/http://sargentoricardo.blogspot.com/

domingo, 27 de março de 2011

GOIANA MATA NORTE DE PE: Emprego e renda no Polo Farmacoquímico


Após Suape se consagrar como celeiro de vagas, agora é a vez de Goiana

Várias empresas já anunciaram instalações em cidades pernambucanas. E mais. Já colocam o Estado como o que mais oferece perspectivas positivas de crescimento. Fora o boom econômico que Pernambuco exibe com o Complexo de Suape, é em Goiana, município localizado na Mata Norte do Estado - que receberá o Polo Farmacoquímico de Pernambuco - onde os ares de desenvolvimento estão em alta. O Polo inclui investimentos aproximados de R$ 1,5 bilhão do governo e das próprias empresas, com a criação de mais de três mil postos de trabalho.

A expectativa da população é que a geração de empregos, obviamente, benefecie a população local e isso já anda acontecendo. Morador de Goiana/PE, Isaías dos Santos trabalhava como pedreiro na cidade, mas a falta de emprego o levou a atuar nos últimos quatro anos como aplicador de herbicida. Estava desempregado há sete meses. “Me inscrevi na Agência do Trabalho de Goiana, no curso de formação de ajudante de pedreiro. Antes de concluir as aulas, fui chamado para as obras da Empresa Brasileira de Hemoderivados e Biotecnologia (Hemobrás). Estou nas obras há cinco meses, entrei como ajudante de pedreiro e já fui promovido, hoje sou meio oficial de pedreiro. E fazendo o que gosto”, destaca Isaías. “Pretendo fazer outros cursos no Centro de Vocação Tecnológica (CVT), de ferreiro e encanador, para poder ser aproveitado para trabalhar em todas as etapas da obra”, completa.

“Empresas âncoras do esquema do Polo, como Hemobrás, Vita Derm e Lafepe, já anunciaram necessidades e Goiana contempla, ainda, obras de infraestrutura já em planejamento”, esclarece o presidente da Agência de Desenvolvimento Econômico de Pernambuco (Ad Diper), Márcio Stefanni. O que isso interessa? Emprego e, em alguns casos, de imediato.

Segundo o prefeito de Goiana, Henrique Fenelon, a amplitude do projeto gerava dúvidas de como a população do entorno do Polo poderia se beneficiar desta Indústria que será âncora na Mata Norte. “Hoje, a preocupação é qualificar trabalhadores da região para trabalharem na Hemobrás.

A capacitação é um projeto (investimento de programas da prefeitura e do Governo do Estado) que terá verba destinada partindo de R$ 1 milhão. Cento e cinquenta profissionais já estão em curso e estamos trabalhando na divulgação dessas capacitações para a população se informar na Secretaria de Desenvolvimento da Prefeitura e na Escola Técnica de Goiana sobre as vagas para atender o Polo. Espera-se treinar mais 500 este ano, no mínimo”, explica Fenelon.

FONTE: folhape/http://sargentoricardo.blogspot.com/

domingo, 20 de março de 2011

Para a mente, um Emprego Ruim é Pior do que o Desemprego

Um estudo realizado por cientistas do Centro de Pesquisa em Saúde Mental, da Australian National University, de Camberra, concluiu que ter um emprego ruim é mais prejudicial para a saúde mental do que estar desempregado, como publicado no periódico científico Occupational and Environmental Medicine.

A pesquisa acompanhou mais de sete mil australianos durante sete anos e constatou que os desempregados mostravam-se sempre mais calmos, felizes e menos ansiosos apenas se oemprego que conseguiam fosse recompensador e administrável.

Os desempregados que foram contratados para trabalhos ruins, tiveram seus níveis de depressão e ansiedade muito mais elevados, contrastando com a ideia de que qualquer emprego é melhor do que estar parado. Segundo Robert Hogan, especialista da Universidade de Tulsa, nos Estados Unidos, "chefes ruins fazem qualquer pessoa infeliz e o estresse começa nestes gerentes ruins".
Fonte: Ogalileu

terça-feira, 21 de dezembro de 2010

Projeto de lei disciplina trabalho de presos


Texto publicado terça, dia 21 de dezembro de 2010NotíciasProjeto de lei disciplina trabalho de presos
Tramita na Câmara dos Deputados o Projeto de Lei 6.977/10, do deputado Carlos Bezerra (PMDB-MT), que disciplina a redução da pena de presidiários com a prestação de serviços, a chamada remissão, e determina os benefícios trabalhistas a que eles terão direito. A proposta altera a Lei de Execução Penal (7.210/84). A notícia é da Agência Câmara.

Segundo o texto, o trabalho do preso garantirá a eles os seguintes direitos: remuneração; férias, após 12 meses de trabalho, que equivalem a 15 dias de redução da pena; 13º salário, que poderá ser alternado com 15 dias de redução da pena; contribuição previdenciária e hora-extra, com um dia de remissão a cada oito horas-extras.

"O trabalho é, em essência, aliado à educação, o melhor instrumento para a recuperação de quem cometeu o crime. Mas esse instrumento tem sido pouco ou mal utilizado pelos que administram o cumprimento das penas", disse o deputado. Para ele, o projeto, ao disciplinar o regime de trabalho dos presos, vai estimular a prática nos presídios do país.

O projeto tramita apensado ao PL 704/95, do ex-deputado Ricardo Izar, que também trata do trabalho nos presídios. Ambos serão examinados na Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania. Se aprovados, seguem para o Plenário.

Leia aqui o PL 6.977/2010.

[Foto: Divulgação Governo de Minas Gerais]