A tal da injeção é muito desagradável, eu mesmo só tomo se for o jeito!!! Injeção sem agulha
Tomar
injeção é algo de que a maioria das pessoas não gosta, mas sabe que tem
que fazer quando necessário. O problema maior é para pessoas que têm
que tomá-las todos os dias, como os diabéticos por exemplo. A pele fica
machucada e sensível com a frequência das agulhadas. Também é comum que
médicos e enfermeiras se furem acidentalmente. Segundos os Centros para
Controle de Doenças dos Estados Unidos isso acontece 385 mil vezes por
ano. Considerando tudo isso, uma alternativa às injeções com agulha
seria um bom avanço. É exatamente isso que Ian Hunter, do Massachusetts
Institute of Technology (MIT) pesquisa.
Seringas sem
agulha não são exatamente novidade, mas são bastante limitadas. Tipos de
droga diferentes são injetados em lugares diferentes, alguns são
aplicados no músculo, outros precisam ir direto para a corrente
sanguínea. Com uma agulha um profissional capacitado consegue injetar o
medicamento no lugar correto. Já os sistemas sem agulha funcionam com
molas, gases comprimidos e químicos explosivos para impulsionar e
transportar a droga através da pele. O impulso nesses casos tem
intensidade fixa e, portanto, a droga é enviada a uma profundidade fixa.
Isso torna as seringas sem agulha pouco versáteis.
A ideia de Ian
Hunter, no entanto, utiliza introdução eletromagnética. O êmbolo da
seringa tem um ímã e é cercado por uma bobina de fios. Passando uma
corrente elétrica pela bobina produz uma força no êmbolo proporcional à
corrente. Dessa forma, a rapidez com a qual a droga é injetada, logo a
profundidade que ela atinge, pode ser controlada.
O mecanismo,
criado em parceria com os colegas Andrew Taberner, do Auckland
Bioengineering Institute da Nova Zealândia e Catherine Hogan, também do
MIT, funcionou nos testes em blocos de gel moldados para imitar a carne
humana e também em animais. No artigo publicado no Medical Engineering
& Physics os pesquisadores afirmam que tanto a profundidade quanto a
quantidade de fluido injetado podem ser controlados com precisão. O
próximo passo do sistema é o teste em humanos. Se funcionar, pode ser o
fim de muitas picadinhas doloridas.
http://sargentoricardo.blogspot.com.br

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