Governo veta promoção de 300 militares associações pedem apoio a ALE contra decisão
Associações pedem apoio contra veto a promoções de militares
Nesta semana, o Governo de Alagoas vetou o projeto de nº 105/2011, de
origem governamental, que previa a promoção de mais de 300 policiais
militares da atividade fim da corporação. Indignados com a determinação,
os líderes das associações militares irão, nesta quinta-feira, 24, às
15 h, a Assembleia Legislativa de Alagoas para pedir que os deputados
interfiram na decisão do executivo.
Os praças (Subtenentes, Sargentos, cabos e Soldados), que esperavam a
ascensão profissional em agosto, classificaram a medida como uma
traição. Para eles, o Governo de Alagoas ignora a classe e como prova da
falta de reconhecimentos apontam a carga horária acima de qualquer
funcionário público, o não recebimento de hora extra e adicional
noturno.
A categoria explica ainda que muitos cabos concluíram o Curso de
Sargentos no ano de 2009 e até o momento não tinham sido promovidos.
Além disso, houve o cancelamento do Curso de Aperfeiçoamento para 2º
Sargento, prejudicando assim as promoções.
“O Governo vetou na totalidade o seu próprio projeto por não aceitar
algumas Emendas. Como alegação, ele disse que estas emendas feriam a Lei
Delegada e apontou ainda ingerência por parte do Poder Legislativo na
administração do executivo. O interessante é que a ‘reoxigenação’ dos
oficiais aconteceu normalmente, sem nenhum estorvo. Pelo contrário, o
que vimos foram as grandes mobilizações de pessoas de alto escalão
trabalhando pela aprovação de projetos pontuais” afirmou o presidente da
Associação dos Subtenentes e Sargentos Militares de Alagoas (ASSMAL),
sargento Teobaldo de Almeida.
Os policiais se dizem discriminados pelo Governo de Alagoas e citam,
inclusive, uma portaria que determina que os praças (soldados, cabos e
sargentos) compensem a falta de serviço por dispensa médica com serviços
extras não remunerados. O Governo exige também a vaga para promover
militar por tempo de serviço, onde a lei em hipótese nenhuma faz essa
exigência.
“A motivação profissional está inserida na qualidade da prestação de
serviço, o que estamos vendo são ações no sentido contrário ao
profissional de segurança pública. Sinceramente não aguentamos mais
tanta discriminação, tanta falta de compromisso com a segurança do
estado de Alagoas. É preciso acordar para essa realidade. Alagoas é o
estado mais violento do Brasil e as autoridades continuam tratando os
militares como escravos da ditadura, sem direito a nada. Isto revolta a
tropa, causando uma insatisfação total. Ter um policial insatisfeito é a
pior coisa para a sociedade”, disse Sargento Teobaldo.
Fonte: Ascom Assmal
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