Bem a pergunta que se faz sobre esse fato é: Existe alguma lei que obrigue os Delegados de Polícia Civil a assumirem mais de uma delegacia, ou eles fazem para não desapontarem ou chefes e não perderem os benditos cargos comissionados? Aí o que dá é isto, dar conta de uma delegacia, já não é tão facil, imaginem duas ou tres, aí dar margem para especulações da imprensa.
MAIS UM DELEGADO QUE SOLTA O VERBO
Delegado Cristiano Santos responde sobre denúncias contra delegacias
Quem
está “fora-da-lei” é a imprensa que, sob o escudo constitucional da
“liberdade de imprensa” pode divulgar o que quiser e contra quem quiser,
basta cair no desgosto de algum editor, que não precisará prestar
contas daquilo que divulgou. Isto, num estado monopolizado nas notícias
como o Estado do Paraná, é deveras preocupante. Já a Polícia Civil
presta contas à própria Polícia, ao Tribunal de Contas, ao Ministério
Público e ao Poder Judiciário.
Das duas, Polícia e Imprensa, quem pode ser mais irresponsável?
A
Gazeta do Povo não mente, MAS OMITE!!! Faltou a reportagem (“Dinheiro
real para delegacias fantasmas”, veiculada na edição de Domingo, dia 20
de maio de 2012, em matéria de capa, na versão impressa) mencionar que,
apesar de os prédios das delegacias dos municípios estarem fechados, os
serviços de Polícia Judiciária continuam sendo prestados pela Polícia
Civil nas cidades próximas (Delegacias Regionais e Subdivisões), ou será
que a população daquele local também sumiu???
Ou será que ninguém pratica crimes naquelas cidades (meu deus, quero morar lá)???
Será que ninguém ali vai preso???
E, sendo preso, onde fica ele recolhido???
E o inquérito policial relativo aos crimes cometidos ali, e as diligências ínsitas a todos os inquéritos policiais???
Destaco
que, como delegado de polícia atuando já há quase 10 anos no interior,
por diversas vezes tive de acumular a função de Delegado de Polícia de
várias cidades ao mesmo tempo, cidades estas que, segundo critério da
administração naquela época, não “justificavam” a nomeação de servidor
policial civil exclusivo para aquela cidade, diante da maior carga de
serviços em cidades maiores, onde, aí sim, se concentravam os trabalhos.
Contudo,
assim como aconteceu comigo, há sim policiais civis lotados ali, mas
acumulando vários municípios, e desempenhando suas funções nas sedes de
Subdivisão.
E,
se a prestação de serviço continua, também continua a necessidade de
destinação de recursos e a demanda por investimentos. Vale ressaltar
que, nestes casos, os gastos são ainda maiores, pela falta da presença
física de policiais naquelas delegacias: o deslocamento semanal para
rotinas burocráticas, para a realização de operações, para o cumprimento
de intimações e para o cumprimento de mandados de busca e de prisão.
Ressalte-se que, quanto a tais deslocamentos, o policial que acumula
diversas cidades não recebe “diárias”, e tem de arcar pessoalmente com
os gastos de alimentação e hospedagem, quando necessária.
Todo
esse serviço de Polícia Judiciária, que continua sendo prestado, exige
dedicação e exige recursos que, geralmente, são insuficientes.
Aliás,
a tendenciosa reportagem precisou somar os recursos enviados em 08 anos
para chegar a um número expressivo, a um número que “dê reportagem de
capa” (e por aí já se vê a real intenção da reportagem).
Ficando
com o exemplo apenas de Guaraqueçaba, foi mencionado na reportagem que
aquele município recebera R$153.000,00 em oito anos, o que totaliza
aproximadamente R$1.600,00 reais mensais, quantia esta irrisória para os
cofres públicos e que nem de longe são suficientes para a manutenção do
serviço de Polícia Judiciária relativamente àquela cidade, ainda que
prestado na sede da Subdivisão.
Haveria
uma nítida intenção de enxovalhar a Polícia Civil? Haveria um projeto
para “derrubar” o Delegado Geral, e até mesmo o Secretário de Segurança
(que também é delegado)? Prefiro acreditar que isto seja uma mera “mania
de perseguição”.
Digo
isto porque, assim como a Polícia Civil, a Polícia Militar também
recebe o malfadado (e insuficiente) Fundo Rotativo (assim como também o
recebem os Diretores de Escolas Estaduais).
E,
relativamente às contas da Polícia Militar não houve sequer uma nota
relativo aos gastos do Fundo Rotativo. Foram ouvidos diversos policiais
militares na reportagem, mas não foram ouvidos os delegados responsáveis
por aquelas delegacias supostamente abandonadas. Se o objetivo é
divulgar a verdade, então, que se vá atrás da verdade. Se a equipe teve o
trabalho, durante 5 meses, de visitar aqueles lugares, por que não
procuraram os delegados responsáveis por aquelas unidades, que estavam
nas sedes de Subdivisão, não muito distantes dali?
Ficaram
apenas as informações passadas por praças militares locais, que não
sabem quanto, quando e nem onde são aplicados os recursos.
Bem,
diante de tais fatos, não sei se deixo de ler a Gazeta do Povo, ou se
procuro um psiquiatra, para cuidar da minha “mania de perseguição”. Acho
que a primeira opção será mais eficaz.
Fonte: BLOG DA CLAUDIA WASILEWSKI/Blog do Ronald Coelho
Nenhum comentário:
Postar um comentário