Grande Recife
Associação denuncia pressão por resultados
11/05/2012 02:02 -
A Associação dos Policiais e Bombeiros Militares de Pernambuco
(ASSPE) denunciou ainda ontem durante a remoção do corpo do
tenente-coronel Marinaldo de Lima, que a Secretaria de Defesa Social
(SDS) exerce grande pressão sobre os comandantes das corporações, no
intuito reduzir os índices de criminalidade no Estado. De acordo com o
diretor administrativo da Associação, o sargento Ricardo Lima, as
situações de humilhação são constantes nas reuniões de monitoramento do
Pacto Pela Vida. “É um absurdo. Os comandantes trabalham de domingo a
domingo, sem ver a família e ainda recebem nome de incompetentes”,
disparou.
Ainda segundo o sargento Ricardo, existe uma tortura psicológica que se estende até os policiais. “É muita cobrança, muita pressão mesmo. Para se ter ideia, a carga horária semanal dos PMs é 40 horas, que estão sendo absurdamente ultrapassadas”, justificou. O diretor da ASSPE foi além. “Mesmo de férias, os comandantes são chamados para dar satisfações sobra os números. E se esses números não caírem, eles recebem nome de imbecis na frente de todo mundo. É assédio moral mesmo”, acrescentou o sargento.
O secretário Wilson Damázio saiu em defesa do Programa Pacto Pela Vida e considerou as informações da ASSPE equivocadas. “A pressão é salutar. E é retribuída com os próprios ganhos financeiros. É uma espécie de ‘meritocracia’ que é atribuída a todos aqueles que têm atingido suas metas”.
Damázio revelou ainda que o batalhão comandado pelo tenente-coronel, no primeiro quadrimestre deste ano, reduziu consideravelmente a criminalidade na sua área de atuação. “A área integrada número 2, que é composta pela seccional (delegacia) de polícia e pelo 13º Batalhão da PM, está com uma redução no índice de criminalidade de 48%, pelo menos 25 vidas foram salvas neste período, e está em primeiro lugar, concorrendo ao prêmio PDS de redução de homicídios”.
Ainda segundo o sargento Ricardo, existe uma tortura psicológica que se estende até os policiais. “É muita cobrança, muita pressão mesmo. Para se ter ideia, a carga horária semanal dos PMs é 40 horas, que estão sendo absurdamente ultrapassadas”, justificou. O diretor da ASSPE foi além. “Mesmo de férias, os comandantes são chamados para dar satisfações sobra os números. E se esses números não caírem, eles recebem nome de imbecis na frente de todo mundo. É assédio moral mesmo”, acrescentou o sargento.
O secretário Wilson Damázio saiu em defesa do Programa Pacto Pela Vida e considerou as informações da ASSPE equivocadas. “A pressão é salutar. E é retribuída com os próprios ganhos financeiros. É uma espécie de ‘meritocracia’ que é atribuída a todos aqueles que têm atingido suas metas”.
Damázio revelou ainda que o batalhão comandado pelo tenente-coronel, no primeiro quadrimestre deste ano, reduziu consideravelmente a criminalidade na sua área de atuação. “A área integrada número 2, que é composta pela seccional (delegacia) de polícia e pelo 13º Batalhão da PM, está com uma redução no índice de criminalidade de 48%, pelo menos 25 vidas foram salvas neste período, e está em primeiro lugar, concorrendo ao prêmio PDS de redução de homicídios”.
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