PM RJ: estado vai ampliar trabalho extra.
(E vai aumentar o stress e a escravidão)
O governador Sérgio Cabral deve publicar, nos próximos dias, um decreto ampliando o trabalho fora do expediente — o popular “bico” — para os policiais militares. Entre as novidades, estão as permissões para trabalhar no policiamento de grandes eventos, como o Rock in Rio, e de fazer hora extra em outro batalhão que não seja o de origem do PM, caso haja escassez de pessoal em alguma unidade.
As informações foram passadas por uma fonte ligada ao setor de Segurança, mas não foram confirmadas oficialmente pelo governo do estado. O EXTRA procurou o Palácio Guanabara, a PM e as secretarias de Segurança e Planejamento.
Outro ponto do decreto que está sendo preparado é a exigência de uma qualificação específica para os policiais que vierem a lidar com público em massa, como em shows de música. Eles teriam que fazer cursos de segurança em grandes eventos, para aprender como agir em situações de risco, controlar a multidão e desocupar áreas povoadas.
O “bico” oficial na PM existe desde março do ano passado, quando foi criado o Programa Estadual de Integração na Segurança (Proeis), que permite que os policiais prestem serviços para prefeituras conveniadas ao estado.
Para cada turno adicional de oito horas de trabalho, os praças ganham R$ 150 e os oficiais, R$ 175. Como o limite mensal de turnos extras é de 12, os PMs podem ganhar até R$ 1.800 (praças) e R$ 2.100 (oficiais) por mês.
Em agosto de 2011, um segundo decreto ampliou o campo de trabalho extra dos PMs para as concessionárias de serviços públicos. Desde então, elas podem assinar convênios com o estado para contar com a atuação dos policiais militares.
Alerj aprova programa de estímulo para serviços extraordinários na PM
A Assembleia Legislativa do Rio (Alerj) aprovou nesta terça-feira, em primeira discussão, o Projeto de Lei 996/2011, que cria um programa de estímulo para que policiais militares façam serviços extraordinários na própria corporação durante seu tempo livre. Esse trabalho além do expediente normal seria limitado a 40 horas por mês e registrado num banco de horas.
Pelo projeto, a quantia a ser recebida pelos PMs seria calculada com base no valor normal da hora de trabalho do posto ou da graduação, acrescido de 50% e multiplicado pelo número de horas extraordinárias trabalhadas pelo policial no mês.
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