O dia em que um Cabo derrubou dois coronéis
A paralisação dos Policiais Militares e Bombeiros, realizada no início da semana trouxe para o cenário militar do Maranhão um fato inusitado.
Um Cabo conseguiu fazer com que o Tenente Coronel Bombeiro Manoel Alves da Cunha e o Tenente Coronel Bombeiro Celso de Jesus Moraes Alves perdessem a função de comando.
Na madrugada do dia 8, o cabo bombeiro Marcos orientou dois motoristas do 2º Grupamento de Bombeiros Militar a levarem as viaturas para a frente da Assembléia Legislativa. Era parte da estratégia do comando grevista, mostrar para a sociedade o descontentamento. Dezenas de viaturas foram postadas na frente do prédio do poder Legislativo.
Uma reunião do Presidente da Assembléia e líderes dos blocos com os representantes dos militares, resultou na suspensão da greve até o dia 23.
A trégua ficou condicionada, dentre outros pontos, à não retaliação de nenhum militar. Só que na prática a coisa não foi assim. A prova é que os dois Oficiais do Corpo de Bombeiros, Tenente Coronel Alves e Tenente Coronel Celso Alves foram exonerados.
Sem saber o motivo, já que não haviam participado do movimento, os dois foram obrigados pelo Coronel Marcos Paiva, Comandante Geral dos Bombeiros, a deixarem o comando do 2º Grupamento e do Grupamento de Emergência Médica.
Na noite de ontem, em uma reunião na Associação dos Inativos é que os Oficiais descobriram quem foi o responsável pelas suas exonerações.
Na mesma mesa de discussão em que estavam, se achava presente também o Cabo Marcos que esclareceu ser ele o responsável pelo deslocamento das viaturas para a Assembléia.
Hoje, descontentes com a forma como foram tratados, os Oficiais exonerados passaram a apoiar ostensivamente o movimento reivindicatório.
Fonte: Luiz Cardoso - Bastidores da notícia /

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