Mundo Egito - Aumenta número de mortos. Seguem os protestos
O Globo
O pronunciamento do ditador Hosni Mubarak à TV Estatal egípcia, na noite de sexta-feira, anunciando a renúncia de todo o seu gabinete - oficializada na manhã deste sábado -, parece não ter agradado os manifestantes que há cinco dias protestam nas ruas das principais cidades do país .
Centenas de pessoas continuam nas ruas do Cairo, especialmente na praça Tahrir, que foi tomada pelo Exército depois dos violentos distúrbios, exigindo a saída do ditador, que está há 30 anos no poder.
Segundo testemunhas, confrontos entre as forças de segurança e a população foram registrados em Alexandria. Tiros teriam sido disparados numa tentativa de dispersar os manifestantes. O toque de recolher foi estendido: de 16h às 8h.
O número de mortos nos confrontos já passa de 38 e deve aumentar. Segundo fontes médicas ouvidas pela Reuters, as vítimas podem chegar a 74.
Dezenas de corpos foram levados para o hospital de El Damardash, no Cairo, nesta manhã. Não há, no entanto, um dado oficial. Ao menos 2 mil manifestantes ficaram feridos, alguns deles a bala, muitos em estado grave.
Ganhador do Nobel da Paz e ex-chefe da Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA), Mohamed ElBaradei, um dos maiores nomes da oposição, exortou neste sábado o ditador Hosni Mubarak a deixar o poder.
Segundo ele, o discurso do presidente foi "praticamente um insulto à inteligência das pessoas." El Baradei chegou na quinta-feira ao Cairo e foi posto sob prisão domiciliar .

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