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sexta-feira, 14 de janeiro de 2011

Peritos de Brasília mapeiam área de tiroteio entre policiais federais e civis com scanner a laser

Eles foram ao local onde na semana passada houve um tiroteio entre policiais federais e civis durante uma operação; na confusão, morreu um agente da Polícia Federal

Da Redação do pe360graus.com
Reprodução / TV Globo
Foto: Reprodução / TV Globo

Peritos do Instituto de Criminalística de Brasília estiveram nesta quinta-feira (13) no Recife. Eles foram ao local onde na semana passada houve um tiroteio entre policiais federais e civis durante uma operação de combate ao tráfico de drogas. Na confusão, morreu um agente da Polícia Federal.

O trabalho dos peritos foi no KM 8 da rodovia BR-232, no bairro do Curado, no Recife. Em alguns momentos, o tráfego na rodovia precisou ser interrompido. Os técnicos do Instituto Nacional de Criminalística, de Brasília, demarcaram os 220 metros de estrada que ficam em frente ao local onde ocorreu o tiroteio. Os peritos utilizaram um scanner a laser (foto 2), de fabricação alemã. Um aparelho capaz de captar imagens de lugares, objetos e pessoas em três dimensões. Depois de captadas todas as imagens, com a ajuda de programas sofisticados de computação, os peritos vão poder recriar todo o ambiente onde houve a troca de tiros de forma virtual. Esta é a primeira vez que um equipamento como este é usado numa ivestigação policial em Pernambuco.

"Esse trabalho não vai ser o principal da investigação, não vai fazer um milagre. A gente está aqui para contribuir com a investigação. Esse equipamento já mostrou eficiência em outros casos. Foi utilizado pela primeira vez em 2007, para reconstituir o acidente da TAM, no aeroporto de Congonhas", contou o perito do Instituto de Criminalística do Distrito Federal Carlos Eduardo Palhares (foto 3).

Enquanto os peritos faziam o trabalho na BR-232, prestaram depoimento na sede da Polícia Federal, no Recife, o delegado Marcelo Ferraz e um agente da Polícia Civil. Os dois não participaram do tiroteio que resultou na morte do agente federal Jorge Washington Cavalcanti de Albuquerque, mas chegaram ao local logo após a troca de tiros. 

Até agora, o delegado federal Renato Cintra, responsável pela investigação, já ouviu mais de 20 pessoas no inquérito. Nesta sexta-feira (14), estão agendados depoimentos de outros agentes da Polícia Civil.

"Cada vez mais fatos novos podem surgir. E é isso o que a Polícia Federal quer: entender a integralidade todas as circunstâncias que envolveram esse episódio", afirma o assessor de Comunicação da Polícia Federal, Giovani Santoro (foto 4).

Mais três testemunhas foram ouvidas, nesta quinta, na Corregedoria de Polícia da Secretaria de Defesa Social, pelo delegado Paulo Jean. Dois funcionários de uma fábrica do bairro do Curado, onde houve o tiroteio, e um homem que passou pelo local na hora da confusão. Ao todo, sete testemunhas já prestaram depoimento na Corregedoria da SDS.

O CASO
O tiroteio entre policiais civis e federais foi na BR-232, no Curado, na quarta-feira, dia 5 de janeiro. O policial federal Jorge Washington Cavalcanti de Albuquerque, 57 anos, morreu. O também agente federal, Sílvio Romero Moury Fernandes dos Santos, 40 anos, foi baleado, mas já recebeu alta.

Os dois tinham acabado de sair do Terminal Integrado de Passageiros (TIP), depois de prender Wagner Alves do Nascimento, de 24 anos, com 17 quilos de pasta base de cocaína. Na rodovia, eles tentavam capturar um segundo suspeito de tráfico de drogas. Só que outro carro parou, com os policiais civis e que também estariam investigando o mesmo caso, e houve troca de tiros. Possivelmente, uma falha de comunicação fez com que a busca por traficantes no bairro do Curado se transformasse em um tiroteio entre os policiais federais e civis.

O inquérito está sendo conduzido pela Polícia Federal, pelo delegado Renato Cintra.  As armas dos policiais foram enviadas para perícia no Instituto Nacional de Criminalística, em Brasília.

A Corregedoria da Secretaria de Defesa Social abriu uma sindicância para apurar como ocorreu o tiroteio. A SDS determinou ainda que, enquanto durarem as investigações do caso, os policiais civis do Denarc vão desempenhar apenas funções administrativas. São eles o delegado Marcelo Ferraz Pimentel e os agentes Sérgio Luiz Bezerra de Lima, Leandro Barbosa de Souza, Fabiano Ponciano da Silva e Roberto Carlos de Oliveira.

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