política
O Globo
A tragédia na Região Serrana fluminense segue o roteiro clássico das catástrofes no Brasil. Enquanto transcorria, com enormes e compreensíveis dificuldades, a dura tarefa de resgate de corpos em regiões de Petrópolis, Teresópolis e Friburgo, começou o anúncio de liberação de cifras milionárias para atender desabrigados, financiar obras etc.
Nada contra. Tem de ser assim mesmo. Consumado o desastre, são necessários recursos públicos. Mas a história sempre se repete, e, quando vem a próxima enxurrada,constatase que parte daquele dinheiro jamais chegou ao destino, ou que verbas carimbadas para projetos de prevenção foram desviadas pelo clientelismo político. Sequer ocorreram as devidas remoções de casas em terreno perigoso, muitas vezes por uma decisão inconsequente da Justiça.
O governo federal logo autorizou a liberação de R$ 780 milhões para Rio de Janeiro e São Paulo, também atingido pelas chuvas do início da semana. Vamos esperar um ano para saber quanto de fato terá financiado o socorro de vítimas, construção de residências em locais seguros e na recuperação e melhoria da infraestrutura.
Diante das promessas de verbas é preciso mesmo cautela. O retrospecto não anima, segundo levantamento feito pela ONG Contas Abertas no Sistema Integrado de Administração Financeira (Siafi) do Governo.
Constam dos registros que, embora o Ministério da Integração Nacional tenha previsto, para 2010, um gasto de R$ 425 milhões no Programa de Prevenção e Preparação para Desastres, foram liberados apenas R$ 167,5 milhões, e mesmo assim com a inclusão de restos a pagar de anos anteriores — valores empenhados, mas não desembolsados.
Leia a íntegra do editorial em Algo mais além de anúncio de verbas
http://oglobo.globo.com/pais/noblat/http://sargentoricardo.blogspot.com
Nenhum comentário:
Postar um comentário